Cotações por TradingView
Cotações por TradingView
Fast

Goldman exclui Ásia em meta de tornar conselhos mais diversos

24/01/2020 - 16:12
Bancos Goldman Sachs
Inicialmente, o Goldman tem como alvo regiões onde as empresas avançaram em incluir mulheres em decisões de alto nível (Imagem: Reuters/Brendan McDermid)

O Goldman Sachs se prepara para aumentar a diversidade nos conselhos corporativos, mas o banco de investimentos excluiu uma região particularmente desafiadora da iniciativa: a Ásia.

O diretor-presidente David Solomon revelou esta semana que, a partir de julho, o banco não coordenará ofertas públicas iniciais para empresas que não tenham uma mulher ou representante de minorias em um cargo de direção. Mas a regra se aplica apenas a IPOs nos Estados Unidos e na Europa.

A exclusão da Ásia é impressionante, dado o quão comum são os conselhos masculinos na região. Outros bastiões do domínio masculino, incluindo a América Latina e o Oriente Médio, também não foram mencionados.

Uma porta-voz do Goldman disse que o banco irá considerar a implementação do plano na Ásia e em outras regiões ao longo do tempo, depois de consultar seus clientes, à medida que a conscientização sobre a diversidade melhora nessas áreas.

“Atualmente, não há desculpa para as empresas terem conselhos sem diversidade e totalmente masculinos”, disse Fern Ngai, CEO da Community Business, um grupo de Hong Kong que defende práticas comerciais responsáveis e inclusivas. O Goldman “deve incluir a Ásia. Não vejo por que não.”

Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado financeiro?

Receba de segunda a sexta as principais notícias e análises. É grátis!

Inicialmente, o Goldman tem como alvo regiões onde as empresas avançaram em incluir mulheres em decisões de alto nível.

Na Califórnia, a nova legislação exige a diversidade dos conselhos, com multas por não conformidade. A Ásia fica atrás não apenas dos EUA e da Europa, mas também da líder global África na proporção de mulheres nos conselhos de administração de empresas, segundo dados do McKinsey Global Institute divulgados no fim do ano passado.

Última atualização por Vitória Fernandes - 24/01/2020 - 16:12

Por que a Empiricus desistiu de brigar com a CVM?