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Golpe do Pix: Os aplicativos do seu celular estão roubando seu dinheiro; entenda

24 out 2023, 14:40 - atualizado em 24 out 2023, 14:40
Golpe do Pix
O golpe do Pix já fez mais de 6 mil vítimas este ano (Imagem: Marcello Casal/Agência Brasil)

Táticas criminosas envolvendo o Pix parecem se tornar cada vez mais comuns, e atualmente, um novo golpe está rondando a ferramenta de pagamento instantâneo.

Basicamente, o crime que já fez mais de 6 mil vítimas no Brasil em 2023 desvia o dinheiro do Pix no momento em que a transferência bancária é feita.

As informações vieram de um estudo da empresa de segurança online Kaspersky, que a Folha de São Paulo teve acesso.

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De acordo com o jornal, os crimes estão ligados ao sistema ATS (sigla em inglês para automated transfer system), e as vítimas caem no golpe quando baixam algum aplicativo infectado com o vírus “trojan” ou clicam em links duvidosos.

Os cibercriminosos entram no celular deste usuário quando ele baixa algum aplicativo infectado. Segundo à Folha, apps de jogos estão entre os que foram identificados como portadores do trojan.

Golpe do Pix: como se proteger?

Adriano Migli de Faria Rosa, sócio do Migli, Prado & Faria Rosa Advogados, indica que antes de baixar qualquer aplicativo é importante que o usuário verifique sua origem e procedência.

Segundo Rosa, o mais recomendado é que sejam feitos downloads apenas de aplicativos nas lojas oficiais do aparelho, como entre outros, Playstore e Apple Store, “que já fazem (ou pelo menos deveriam fazer) uma verificação prévia”.

“Além disso, não se deve clicar em links desconhecidos, recebidos por e-mail, WhatsApp, redes sociais ou SMS, muito menos fazer cadastro de chave Pix”.

Outra orientação é desconfiar de ofertas exageradas, de qualquer tipo de mercadoria e, em caso de dúvidas, contatar a central de atendimento do estabelecimento para confirmação.

“De qualquer forma, mesmo quando o golpe acaba ocorrendo, a responsabilidade objetiva que os bancos têm de garantir a segurança e a integridade do patrimônio dos correntistas é mantida. O reembolso é devido, pois os golpistas se aproveitam de brechas de segurança do próprio aplicativo do banco”.

Repórter
Graduanda em jornalismo pela Universidade Estácio de Sá. Tem experiência cobrindo mercados, ações, investimentos, finanças, negócios, empreendedorismo, franquias, cultura e entretenimento. Ingressou no Money Times em 2021.
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Graduanda em jornalismo pela Universidade Estácio de Sá. Tem experiência cobrindo mercados, ações, investimentos, finanças, negócios, empreendedorismo, franquias, cultura e entretenimento. Ingressou no Money Times em 2021.
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