Banco Master

CPI do Banco Master pode não avançar por calendário eleitoral, diz líder do governo no Congresso

08 jan 2026, 15:38 - atualizado em 08 jan 2026, 15:38
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Líder do governo no Congresso diz que pode faltar viabilidade para CPI do Master pelo calendário eleitoral (Imagem: Divulgação)

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quinta-feira (8) que o governo não definiu se apoiará uma eventual Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar o Banco Master.

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Segundo ele, poderia faltar uma “viabilidade pragmática” do funcionamento da comissão, pelo provável esvaziamento do Congresso por causa das eleições de outubro.

“Não sei se há viabilidade pragmática do funcionamento do Congresso Nacional que possibilita a CPI, mas o governo não tem nenhum veto a qualquer tipo de investigação, seja qual for. Inclusive, sobre a CPI, nós vamos avaliar“, afirmou Randolfe no Palácio do Planalto, antes da cerimônia de memória aos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023.

O senador disse que o governo é favorável a investigações sobre as possíveis fraudes do Master e defendeu o Banco Central, que foi alvo de ataques nas redes sociais.

“A posição do governo é que as investigações sigam e ocorram. A posição que temos é que o Banco Central tem que ser respeitado nas suas atribuições. A posição do governo é que as investigações aconteçam, custe o que custar, atinja quem tiver que atingir”, disse o parlamentar.

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O pedido de abertura de uma CPI tem sido articulado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que afirma já ter as assinaturas mínimas para o protocolo.

Cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-RJ), decidir se autoriza ou não a instalação do colegiado. Alcolumbre, porém, costuma ser contrário ao funcionamento de CPIs, por acreditar que travam o andamento do Congresso.

Veto à dosimetria

Randolfe Rodrigues afirmou também que o governo trabalhará para manter o veto do projeto da dosimetria, que reduz penas para os condenados pelo 8 de Janeiro. “Vai ser natural a nossa parte também mobilizar para que o veto seja mantido.”

Nesta quinta, durante a cerimônia de memória, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto aprovado pelo Congresso Nacional que reduz as penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

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Randolfe comentou ainda a decisão de Alcolumbre e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de não comparecerem ao evento no Planalto para lembrar o 8 de Janeiro.

“O ano passado não foi diferente. É uma escolha que tem que ser respeitada, a dos presidentes das Casas. O importante é que a data de hoje tem que ser sempre lembrada, para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça”, disse.

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