Energia Elétrica

Governo quer liberar R$ 7 bilhões para frear tarifas de energia

29 mar 2026, 9:27 - atualizado em 29 mar 2026, 9:27
MP de energia congresso
(Foto: Reuters/David Moir)

O governo avalia conceder até R$ 7 bilhões em crédito para distribuidoras de energia elétrica das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mirando especialmente as concessionárias que concentraram os maiores reajustes tarifários neste ano.

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As tratativas já estão avançadas. Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo e confirmadas pelo Estadão/Broadcast, a linha de crédito deve ser viabilizada por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e busca aliviar a pressão sobre as tarifas de energia em um ano eleitoral. No início de março, por exemplo, as tarifas da Enel Rio de Janeiro tiveram aumento médio de 15,46%, chegando a 19,94% no caso de consumidores de alta tensão, como grandes indústrias.

O foco nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste ocorre no cenário de menor impacto esperado para o Norte e Nordeste. A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já aprovou a repactuação de parcelas devidas a título do Uso do Bem Público (UBP), pagamento feito por geradoras hidrelétricas pela utilização de áreas públicas. A previsão é que sejam distribuídos R$ 7,87 bilhões aos consumidores de energia das regiões Norte e Nordeste.

A Lei nº 15.235/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro passado, determinou essa destinação após alterações no Congresso. São elegíveis à repactuação as usinas hidrelétricas licitadas nos termos de uma lei de 1998, especificamente os empreendimentos outorgados pelo critério de maior pagamento pelo UBP.

Os recursos, após a repactuação, deverão ser usados exclusivamente para garantir a modicidade tarifária dos consumidores do mercado regulado nas regiões atendidas pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

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Conforme levantamento do Estadão, A tarifa de energia elétrica dos brasileiros atendidos pelas distribuidoras aumentou 177% em 15 anos, saltando de R$ 112 por megawatt hora (MWh), em 2010, para R$ 310 o MWh, em 2024. Nesse mesmo período, o índice de inflação avançou 122%. Ou seja, a tarifa teve um aumento real (acima da inflação) de 45% no período. O valor inclui o preço da energia, acrescidas das bandeiras tarifárias vigentes a cada ano, sem os encargos e o custo da distribuição e da transmissão, que encarecem ainda mais o preço final para o consumidor.

*As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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