Internacional

Governo Trump pode ter que devolver US$ 175 bilhões em tarifas; entenda

20 fev 2026, 9:55 - atualizado em 20 fev 2026, 9:55
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Suprema Corte dos EUA decide sobre tarifas de emergência de Trump; reembolsos podem chegar a US$ 175 bilhões, superando gastos de Transportes e Justiça. (Imagem REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa)

Mais de US$ 175 bilhões em arrecadações tarifárias dos Estados Unidos podem precisar ser reembolsados caso a Suprema Corte decida contra as tarifas de emergência do presidente Donald Trump, afirmaram economistas do Penn-Wharton Budget Model nesta sexta-feira (20).

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A estimativa, produzida a pedido da Reuters, foi calculada a partir de um modelo que combina alíquotas tarifárias por produto e país para impostos específicos adotados por Trump, incluindo aqueles sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), explicou Lysle Boller, economista sênior do PWBM, grupo de pesquisa fiscal apartidário da Universidade da Pensilvânia.

A Suprema Corte dos EUA pode decidir ainda nesta sexta-feira sobre a legalidade das tarifas baseadas na IEEPA. Caso sejam derrubadas, importadores deverão solicitar rapidamente reembolsos à agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras pelos impostos pagos no ano passado.

Trump tem destacado a receita gerada por suas tarifas, que o Escritório de Orçamento do Congresso estima em cerca de US$ 300 bilhões anuais na próxima década. Mas as projeções indicam que uma parte significativa desse valor pode ter que ser devolvida caso a corte decida contra o presidente.

O valor dos reembolsos — US$ 175 bilhões — superaria os gastos combinados do Departamento de Transportes (US$ 127,6 bilhões) e do Departamento de Justiça (US$ 44,9 bilhões) no ano fiscal de 2025.

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O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à Reuters em janeiro que o Tesouro tem capacidade de cobrir eventuais reembolsos, embora esteja confiante de que a Suprema Corte manterá as tarifas da IEEPA.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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