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GPA (PCAR3): Arbitragem nega pedido de bloqueio de ações do Casino; entenda

13 abr 2026, 9:01 - atualizado em 13 abr 2026, 9:01
gpa pão de açúcar
(Imagem: LinkedIn/GPA)

O GPA (PCAR3), dono da bandeira Pão de Açúcar, informou ao mercado nesta segunda-feira (13) a negativa do Tribunal Arbitral ao seu pedido de tutela cautelar para bloqueio das ações que pertencem ao acionista Casino Guichard-Perrachon, além de eventuais valores obtidos com a venda desses papéis.

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A solicitação ocorreu dentro do processo de arbitragem aberto em maio de 2025, que tem como objetivo preservar direitos em processos de cobrança de diferenças no recolhimento de IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) nos anos de 2007 e 2013, devido à alegação de dedução indevida de amortizações de ágio.

A tentativa de bloqueio das ações evidencia o receio do GPA de que o Casino deixe o quadro acionário da companhia e não precise arcar com eventuais obrigações sobre o passivo.

De acordo com o fato relevante, a decisão não afeta o mérito da arbitragem, que seguirá em seus trâmites regulares.

“A companhia está avaliando, em conjunto com seus assessores jurídicos, as medidas cabíveis para a proteção de seus direitos e interesses”, diz o GPA.

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Recuperação extrajudicial do GPA

No mês passado, o GPA entrou com pedido de recuperação extrajudicial, com cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas para renegociação.

Diferentemente da recuperação judicial, a extrajudicial permite que empresas em crise financeira renegociem dívidas diretamente com credores.

A ideia não é levar à Justiça a recuperação, mas chegar a acordos sobre a reestruturação de dívidas diretamente com os credores. Dessa maneira, o processo tende a ser mais rápido, menos burocrático e mais barato que a recuperação judicial, focado no acordo voluntário para reestruturar passivos.

O mercado já vinha monitorando uma pressão financeira relacionada a vencimentos de curto prazo. Antes do pedido, o GPA chegou a anunciar a contratação de consultores para auxiliar na busca de alternativas para a melhoria do perfil do endividamento.

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Entre os credores, estão nomes como Itaú, HSBC e Casas Bahia, sendo que essa última já pertenceu ao mesmo grupo que o dono da bandeira Pão de Açúcar. Veja aqui a lista completa.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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