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Grupo Mateus (GMAT3) derrete na B3 com balanço do 4T25; o que fazer com as ações?

19 mar 2026, 16:21 - atualizado em 19 mar 2026, 17:42
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(Imagem: Divulgação)

As ações do Grupo Mateus (GMAT3) desabam na bolsa brasileira nesta quinta-feira (19) em reação aos números do balanço do quarto trimestre (4T25).  

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GMAT3 encerrou o dia como a segunda maior queda da B3 com recuo de de 14,43%, a R$ 4,15. Na mínima intradia, os papéis chegaram a cair 16,91% (R$ 4,03). 



A rede de supermercados registrou um lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 324,3 milhões no 4T25, crescimento de 2,2% em relação aos últimos três meses de 2024.   

A receita líquida no período avançou 20,9% em relação ao ano anterior, para R$ 10,55 bilhões, com a geração de caixa chegando aos R$ 379,1 milhões nos últimos três meses de 2025. 

A companhia, porém, apurou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 612,5 milhões entre outubro e dezembro, um recuo de 3,1% em relação ao mesmo período no ano anterior. 

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Por que as ações recuam?  

Para os analistas, o Grupo Mateus reportou um conjunto de números ‘fracos’, aquém das expectativas.  

Os analistas do Itaú BBA avaliaram que o trimestre foi pressionado desaceleração da inflação de alimentos e o consumo mais fraco no Nordeste no período.  

Para a equipe liderada por Rodrigo Gastim, as vendas nas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) foram as principais responsáveis pela ‘frustração’ na receita, refletindo pressão de volumes em um ambiente de consumo “mais desafiador”.  

O SSS recuou 1% na base anual, resultado da queda de 5,5% no segmento de cash & carry (C&C) com a aquisição do Novo Atacarejo, recuo de 5,1% em supermercados e uma alta de 7,8% em Eletro, refletindo o fechamento de lojas na divisão.  

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O Safra também destacou o desempenho negativo do segmento C&C. “O desempenho do C&C vem piorando e ficando abaixo da inflação de alimentos desde o segundo semestre de 2024”, escreveram os analistas Vitor Pini, Tales Granello e Renan Sartorio, em relatório. 

O banco ainda classificou os resultados como negativos devido ao Ebitda ajustado, 23% abaixo das estimativas do banco. 

Já o BTG Pactual chamou a atenção para o aumento de 34% na base anual das despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A).  

O que esperar do Grupo Mateus  

Para o Itaú BBA, a dinâmica para as varejistas deve continuar “desafiadora” neste início do ano. “Não vemos alívio iminente”. 

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Os analistas do banco ainda destacam que a elevação dos preços do petróleo recente pode levar a uma inflação de alimentos mais alta no futuro, mas, por ora, a dinâmica ainda reflete menor repasse de alimentos — o que naturalmente pressiona a receita e, consequentemente, a alavancagem operacional. 

“A GMAT ainda deve enfrentar um 1S26 mais difícil, com iniciativas para melhorar a produtividade das lojas ganhando tração apenas a partir do 2S.” 

Hora de comprar GMAT3?

Os analistas não alteraram as recomendações para GMAT3 

Para o BTG Pactual, as ações do Grupo Mateus devem continuar sob pressão no curto prazo, considerando também os efeitos da integração com a Novo, que devem continuar pesando nos resultados.  

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Os analistas, porém, afirmam que os papéis da varejista seguem descontados. Eles consideram como positiva a exposição a regiões Nordeste e Norte, onde os players nacionais (e mais agressivos) são menos presentes.  

Esses fatores, segundo eles, sustentam a recomendação de compra para GMAT3 com o preço-alvo de R$ 9 em dezembro, o que representa um potencial de valorização de 85,6% sobre o preço de fechamento anterior. Ontem (18), as ações encerraram cotadas a R$ 4,85.  

O Safra tem recomendação neutra. Os analistas afirmam que a avaliação deve ser mantida até que eles vejam “um sinal mais claro de melhora operacional”. O preço-alvo é de R$ 6 nos próximos 12 meses, o que implica em um potencial de valorização de 23,7% sobre o preço de fechamento da véspera.  

O Itaú BBA também defende uma postura mais cautela com as ações, mas tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 9.  

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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