Grupo Panvel (PNVL3) tem alta de 35% no lucro do 4º tri com impulso das canetas emagrecedoras
O Grupo Panvel (PNVL3) teve lucro líquido ajustado de R$ 45,2 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 35% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo balanço publicado nesta quinta-feira (19).
A rede de varejo farmacêutico apurou resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 105 milhões no quarto trimestre, alta de 28%.
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A empresa teve receita líquida de R$ 1,56 bilhão no período, um crescimento de 16,3% na comparação com o quarto trimestre de 2024.
O grupo atribui o resultado positivo ao crescimento das vendas no trimestre, impulsionado pelo ganho de produtividade das lojas.
“Aumentamos muito bem a venda média por loja e esperamos crescer mais”, disse Antonio Napp, diretor financeiro da companhia em entrevista à Reuters, junto com Julio Mottin Neto, presidente-executivo.
A venda média por loja chegou a R$ 849 mil por mês, enquanto o crescimento em mesmas lojas (SSS) foi de 14,7% no quarto trimestre, sendo de 11,6% em lojas maduras.
Impulso das canetas emagrecedoras
Os executivos destacaram que os medicamentos da classe GLP-1, utilizados no tratamento de diabetes e perda de peso, já representam quase 11% do faturamento total da empresa, que em 2025 somou R$ 5,9 bilhões, uma expansão de 17% sobre 2024.
Na visão deles, isso deve aumentar ainda mais quando os genéricos do produto chegarem ao mercado, tendo em vista que a queda da patente de medicamentos que incluem a semaglutida no Brasil acontece na sexta-feira, 20 de março.
“O GLP-1 veio para ser uma fortaleza importante para o setor farmacêutico como um todo”, disse o Mottin Neto, acrescentando que a expectativa do segmento é que o Brasil se torne o segundo maior mercado mundial para esse tipo de produto.
Margem maior no começo de
A empresa observa um desempenho positivo das vendas no início do ano e prevê uma “boa expansão de margem” no primeiro trimestre, disse o diretor financeiro.
A Panvel espera encerrar 2026 com uma dívida líquida menor, pois a geração de caixa deve superar o consumo de capital. “A gente tem resultado e caixa para pagar nossos investimentos”, disse Napp.
O ambiente de juros ainda elevados já está embutido nas projeções da companhia. “Nosso cenário base já era de que os juros não iam cair muito. Consideramos o ano com a taxa terminando em 13%. Preferimos ser conservadores e operar numa empresa que gera caixa e depende menos de dívida”, disse o diretor financeiro.
Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou um corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 14,75% ao ano.
Expansão nos próximos cinco anos
A companhia projeta a inauguração de 45 lojas em 2026. Desse total, de três a cinco lojas devem ser no estado de São Paulo, disseram os executivos.
“Estamos contentes com o desempenho das lojas de São Paulo”, disse o presidente, citando que metade das vendas das lojas no estado acontecem por meios digitais, fatia acima da média de 30% observada na rede como um todo.
Olhando para os próximos cinco anos, a Panvel planeja inaugurar 350 lojas, sendo 70 em 2027. A meta é alcançar um total de 1.000 pontos e venda até 2030, com expectativa de atingir R$12 bilhões em faturamento. A empresa encerrou 2025 com 659 lojas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.