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Guerra no Irã reforça relevância do modelo energético do Brasil, afirma Tereza Cristina, que volta a defender B17

08 abr 2026, 9:53 - atualizado em 08 abr 2026, 9:53
Tereza Cristina
(Imagem: Guilherme Martimon/Mapa)

A escalada do conflito no Oriente Médio, com foco no Irã, coloca o Brasil em posição estratégica no tabuleiro global de energia e alimentos na visão da senadora e ex-ministra da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa) Tereza Cristina (PP-MS).

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Para ela, o cenário internacional reforça a importância do modelo energético brasileiro — baseado em biocombustíveis — e exige respostas rápidas para reduzir a dependência externa de fertilizante e diesel importados.

Durante participação no Seminário LIDE Agronegócio, realizado nesta quarta-feira (8), em São Paulo, Tereza Cristina destacou que a guerra já produz reflexos concretos sobre a economia brasileira, diante das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, e afirmou que “os efeitos negativos perdurarão por meses”.

Os reflexos da guerra no Irã

Esse choque se espalha para o campo. O aumento dos custos de energia e logística pressiona o produtor rural, enquanto a volatilidade internacional evidencia um problema estrutural: a dependência do Brasil de fertilizantes importados, que chega a cerca de 90%.

Diante desse cenário, a senadora reforçou a necessidade de acelerar políticas que fortaleçam a produção doméstica de energia. Ela voltou a defender a elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 17% — o chamado B17.

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“A Frente Parlamentar da Agropecuária já encaminhou neste mês ao governo e às agências reguladoras um documento preparado pelo setor que solicita o aumento do percentual obrigatório de biodiesel no diesel para 17%, o que pode reduzir nossa dependência da importação de diesel e fortalecer a cadeia nacional de biocombustíveis.”

O papel do Brasil no agronegócio

Nosso modelo de energia, segundo Tereza Cristina, coloca o Brasil em uma posição única: capaz de responder simultaneamente à demanda por alimentos e energia limpa. Em meio à instabilidade geopolítica, a bioenergia deixa de ser apenas uma agenda ambiental e passa a ser uma questão de segurança econômica.

Além disso, o avanço de tecnologias como bioinsumos e fertilizantes biológicos — área em que o país já desponta como líder — reforça a resiliência do agro brasileiro diante de choques externos. A combinação entre escala produtiva, inovação e condições naturais amplia a capacidade do Brasil de mitigar riscos e capturar oportunidades.

No diagnóstico da ex-ministra, a crise internacional expõe fragilidades, mas também evidencia vantagens competitivas.

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“Somos o único país que pode aumentar, de uma hora para outra, a produção de alimentos com sustentabilidade. O agro brasileiro tem potencial de suprir as demandas de produção e energia.”

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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