Guerra pressiona petróleo e mantém mercados cautelosos antes de juros; Ibovespa em dólar sobe hoje (16)
O sentimento de cautela permanece entre investidores, em meio à combinação de tensões geopolíticas e à alta dos preços da energia, impulsionada pela guerra no Irã.
O petróleo segue como o centro das atenções. O conflito do Oriente Médio passou a afetar diretamente o transporte de petróleo depois de interrupções no tráfego pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas utilizadas para o escoamento global da commodity.
As preocupações aumentaram ainda mais após ataques americanos à Ilha de Kharg, que concentra grande parte das exportações de petróleo iraniano. A ofensiva reforçou o temor de interrupções na oferta global e adicionou novos riscos para a trajetória dos preços da energia.
Além da possibilidade de impacto imediato no fornecimento, investidores também monitoram o risco de escalada militar. Autoridades iranianas já indicaram a possibilidade de responder com ataques a ativos energéticos ligados aos Estados Unidos na região, o que pode ampliar as incertezas sobre o abastecimento global nas próximas semanas.
No campo da política monetária, o foco estará na reunião do Federal Reserve. O banco central norte-americano realiza nesta semana sua segunda decisão de juros do ano, e a expectativa majoritária do mercado é de manutenção das taxas no patamar atual.
Mesmo sem previsão de mudança imediata nos juros, analistas devem analisar com atenção o comunicado e as projeções da autoridade monetária, em busca de pistas sobre os próximos passos da política monetária em um ambiente marcado por maior incerteza geopolítica e pressão nos preços de energia.
Mercado brasileiro
Por aqui, os investidores acompanham nesta segunda-feira (16) a publicação do Relatório Focus e do IBC-Br, dados que ajudam a calibrar as expectativas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para quarta-feira (18).
O mercado busca pistas sobre como o cenário geopolítico internacional pode influenciar as próximas decisões da autoridade monetária. A leitura predominante entre analistas é que o ambiente externo mais incerto pode reforçar a postura cautelosa do Banco Central.
Nas apostas do mercado financeiro, a projeção majoritária passou a ser de um corte mais moderado na taxa básica de juros. Os contratos de opções de Copom negociados na B3 indicam que mais da metade das posições aposta em uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic. Ao mesmo tempo, também aumentou a fatia de investidores que veem possibilidade de manutenção dos juros no nível atual.
No noticiário corporativo, a temporada de resultados segue movimentando o mercado. Entre os destaques estão os balanços do quarto trimestre de 2025 de Itaúsa, Natura e Sabesp.
- Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 0,95%.
- Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3163, com alta de 1,41%, no maior patamar desde janeiro. Na semana, o dólar teve valorização de 1,38% sobre o real.
- O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — sobe 0,39% no pré-market, cotado a US$ 35,63.
Mercados internacionais
Os investidores acompanham a conferência anual GTC promovida pela Nvidia, evento voltado a avanços em inteligência artificial e computação de alto desempenho. Os investidores aguardam eventuais anúncios de novos produtos e indicações sobre a evolução da demanda por chips ligados à IA.
Nos mercados asiáticos, as bolsas fecharam mistas. Na Europa, os principais índices operam em queda, enquanto os futuros de Nova York apontam para uma abertura positiva.
- Petróleo: Os preços do petróleo avançam, com o tipo Brent no patamar de US$ 100 o barril.
- Criptomoedas: O mercado cripto avança. O bitcoin (BTC) sobe 1,9%, negociado em torno de US$ 73 mil. O ethereum (ETH) avança 6,2%, cotado a US$ 2,2 mil.
Agenda: Veja a programação para hoje
Indicadores
- 08h25 – Brasil – Relatório Focus
- 09h – Brasil – IBC-Br
- 10h15 – EUA – Produção industrial
- 15h– Brasil – Balança comercial semanal
Lula
- 11h – Visita de Estado do Presidente do Estado Plurinacional da Bolívia
- 13h – Almoço oferecido pelo Presidente da República ao Presidente do Estado Plurinacional da Bolívia
- 15h30 – Ministro da Casa Civil, Rui Costa
- 18h30 – Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
Fernando Haddad
- A agenda do ministro não foi divulgada
Gabriel Galípolo
- 11h – Reunião com Carla Alexandra Oreste do Rosário Fernandes Louveira, Ministra das Finanças de Moçambique
- 13h – Almoço por ocasião da visita do Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz
Confira os mercados nesta manhã
Bolsas asiáticas
- Tóquio/Nikkei: -0,10%
- Hong Kong/Hang Seng: +1,45%
- China/Xangai: -0,26%
Bolsas europeias (mercado aberto)
- Londres/FTSE100: -0,01%
- Frankfurt/DAX: -0,39%
- Paris/CAC 40: -0,64%
Wall Street (mercado futuro)
- Nasdaq: +0,53%
- S&P 500: +0,41%
- Dow Jones: +0,22%
Commodities
- Petróleo/Brent: +1,30%, a US$ 104,44 barril
- Petróleo/WTI: +0,63%, a US$ 97,44 barril
- Ouro: -1,62%, a US$ 4.979,49 por onça-troy
Criptomoedas
- Bitcoin (BTC): +1,9%, a US$ 73.190,05
- Ethereum (ETH): +6,2%, a US$ 2.248,97