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Há esperanças para Pão de Açúcar (PCAR3)? Analistas apontam eficiência e plano de cortes, mas fluxo de caixa pesa

26 fev 2026, 9:49 - atualizado em 26 fev 2026, 9:49
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Apesar de prejuízo, analistas destacam eficiência operacional e plano de redução de custos para 2026, mas fluxo de caixa segue sob pressão. (Imagem: Wikiacommons)

O mercado segue atento ao Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) diante de sinais de pressão sobre seu fluxo de caixa e estrutura de capital, após a companhia registrar prejuízo líquido de R$ 523 milhões no quarto trimestre de 2025.

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Para Vitor Pini, do Safra, os R$ 786 milhões consumidos das reservas financeiras ao longo do ano, sem considerar os R$ 93 milhões provenientes de aumento de capital e venda de ativos, evidenciam uma estrutura de capital ainda desequilibrada. “Essa continua sendo nossa principal preocupação em relação ao caso”, afirmou em relatório.

Apesar da queda de 2% na receita líquida consolidada, as vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 3% no trimestre.

Segundo Danniela Eiger, da XP, o desempenho foi “tímido”, pressionado pela demanda e pela inflação contida de alimentos — que subiu 2,95% em 2025, contra 7,69% em 2024, segundo o IBGE.

A analista ressalta que a capacidade da companhia de manter suas operações ainda apresenta riscos.

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No pregão de quarta-feira (25), as ações do PCAR3 recuaram 2,24%, cotadas a R$ 3,06, liderando as baixas do Ibovespa.

EBITDA ajustado indica eficiência, mas despesas pressionam resultados

Apesar do resultado líquido negativo, o EBITDA ajustado registrou R$ 510 milhões positivos, crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com Vinicius Strano, do UBS.

O indicador exclui itens não recorrentes, como multas e vendas de ativos, refletindo os avanços da reestruturação administrativa.

Ainda assim, outras despesas somaram R$ 618 milhões, levando ao prejuízo líquido do período.

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A administração também atualizou o plano de eficiência para 2026, com meta de reduzir despesas operacionais em pelo menos R$ 415 milhões.

Segundo Rodrigo Gastim, do Itaú BBA, mais de 80% desse valor já foi mapeado e validado, e a expectativa é que as economias comecem a ser percebidas já no primeiro trimestre de 2026.

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Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, escreve sobre o mercado financeiro e economia desde 2021.
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