Carreiras

De cochilos a leituras: Os hábitos de milhões de dólares que turbinaram a produtividade desses CEOs

01 maio 2026, 7:48 - atualizado em 28 abr 2026, 13:40
ilustração liderança

Quando o assunto é gerir uma empresa de grande porte, produtividade máxima é a primeira expressão que vem à mente — menos para alguns CEOs. No entanto, alguns deles admitem hábitos inusitados na busca pelo melhor desempenho possível.

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Scott Kirby, diretor executivo da United Airlines, diz que mantém desde sempre o hábito de tirar sonecas de 20 minutos no chão do escritório. Segundo ele, isso é determinante para o seu bom rendimento e sucesso.

Ele também conta que evita ao máximo o risco de um burnout por meio de algumas “regras” em sua rotina, como ter sessões de leitura e não exceder um limite de horas de reuniões diárias.

Em sua justificativa, o CEO diz que o cansaço não é adequado para a tomada de decisões importantes e que reuniões intermináveis roubam o tempo em que ideias brilhantes poderiam surgir.

Esses hábitos não são exclusivos de Kirby, que comanda uma das maiores companhias aéreas dos Estados Unidos. Diretores de outros grandes negócios, como o Airbnb e a Southwest Airlines também adotam comportamentos similares.

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O poder de um bom cochilo

Em entrevista à McKinsey & Company, uma das principais consultorias globais em gestão, Scott Kirby revelou que, desde o início de sua carreira, cochila por 20 minutos.

O mais inusitado é que ele faz isso deitado no chão do próprio escritório. Em vez de desconfortável, o que ele considera um “truque” foi justamente o que o ajudou a gerir uma companhia avaliada em mais de US$ 30 bilhões.

Isso porque o diretor acredita que o hábito o fez render mais do que qualquer outra atividade no mesmo intervalo, já que a capacidade decisória — essencial na realização das atividades cotidianas de um CEO — é profundamente afetada pelo cansaço.

Em um ambiente como a United Arlines, que emprega cerca de 100 mil pessoas e opera sem pausa, a tolerância a erros é praticamente inexistente. Deslizes geram consequências que vão desde riscos de segurança até perdas financeiras.

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Dessa forma, torna-se até chocante quando líderes como Scott Kirby priorizam a desaceleração e normalizam o descanso, essenciais para que ele se mantenha em alerta diante chamadas críticas.

Produzir melhor, não mais

Além de sonecas revigorantes, Scott Kirby destacou outros hábitos e limites que adotou em sua rotina a fim de evitar um burnout, o esgotamento emocional extremo.

Um dos principais limites impostos pelo CEO é dedicar no máximo quatro horas do seu dia a reuniões. Isso porque ele prefere utilizar mais de seu tempo para ligar para outras pessoas, investir em seu intelecto, ou simplesmente refletir.

Ao descrever o seu dia, ele o classifica como “até não tão estruturado”, mas afirma que se esforça para ser o mais eficiente possível — algo que ele julga não depender de longas reuniões, e sim de tempo para pensar e se informar sobre diferentes assuntos.

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O CEO acrescenta que lê, todos os dias, por cerca de três horas. Segundo ele, a leitura o dá ideias para o seu negócio, até mais do que se estivesse presente em reuniões intermináveis.

O que outros CEOs pensam

O apreço pelo descanso e pela eficiência não é um sentimento exclusivo de Scott Kirby. Outros líderes de grandes empresas também adotaram atitudes similares a dele.

É o caso de Bob Jordan, diretor executivo da Southwest Airlines. Em seu calendário semanal, todas as suas tardes de quarta, quinta, e sexta são reservadas e livres de reuniões.

Segundo Jordan, isso serve para proteger o tempo dedicado a pensar no que realmente importa no momento. Ele enfatiza ainda que estar em reuniões não equivale necessariamente a liderar ou trabalhar, o que ele considera uma confusão comum, sobretudo no início da carreira.

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Brian Chesky, o CEO do Airbnb também preza por preservar o próprio tempo, evitando reuniões e a escrita de e-mails. Em vez disso, prefere enviar mensagens ou ligar.

Ele também adia todas as reuniões, quando necessárias, para depois das 10 da manhã — algo que faz sem culpa, pois considera que a posição de alto escalão que ocupa lhe permite decidir a hora de se reunir.

O que essas figuras de destaque têm em comum, além do cuidado com a saúde e o bem‑estar mental, é o bom aproveitamento do tempo, o que vai além de rotinas tóxicas de produtividade.

Segundo os executivos, essa abordagem é justamente o que torna uma liderança eficaz, além de ser um ponto crucial para diferenciá-la de uma simples gestão.

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*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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