Eleições 2026

Haddad tem jantar com Lula e pressão para ser candidato em SP aumenta; ele nega já ter aceitado

27 fev 2026, 5:39 - atualizado em 27 fev 2026, 6:01
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 13/08/2025 REUTERS/Adriano Machado
Pressão aumenta, mas Haddad nega ter aceitado pedido de Lula para candidatura (Reuters/Adriano Machado)

A pressão para que o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aceite ser o candidato petista ao governo de São Paulo ganhou muita força nesta quinta-feira (26), com notícias durante a tarde de que ele, inclusive, já teria aceitado a “missão” de Lula. Já no fim do dia, antes de um jantar com o presidente, ele negou que a decisão já tenha sido tomada.

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“Primeiro lugar, eu não tive nenhuma reunião na Índia e na Coreia com o presidente da República sobre esse tema. Não conversamos (sobre) São Paulo, durante os oito dias de viagem, nem no avião nem nas visitas. Não houve nenhuma conversa”, disse Haddad nesta quinta-feira a noite.

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Durante a tarde, notícias com informações com fontes próximas ao ministro já davam como decisão tomada sobre o aceite de Haddad a missão de Lula na disputa contra a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Após meses afirmando que não disputaria as eleições neste ano, ele disse a aliados que será candidato ao governo de São Paulo porque nunca poderia negar um pedido feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O “sim” teria sido costurado durante o tour governamental pela Índia e Coreia do Sul na última semana.

Haddad é hoje considerado o sucessor de Lula no PT, a partir de 2030.

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Palanques lulistas

Além de jantar com Haddad, Lula vai se reunir mais uma vez com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e espera acertar com ele os detalhes finais para sua candidatura ao governo de Minas Gerais.

Com esse arranjo, Lula consegue montar os palanques nos dois maiores colégios eleitorais do País: São Paulo e Minas. Ao que tudo indica, o vice na chapa do petista a novo mandato no Palácio do Planalto continuará sendo Geraldo Alckmin (PSB).

A subida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), desafiante de Lula, nas pesquisas de intenção de voto surpreendeu o Palácio do Planalto. Há um diagnóstico no governo de que foi um erro deixar Flávio “solto”, sem atacá-lo nem expor as acusações que pesam contra ele, como o escândalo da “rachadinha”.

Além disso, a cúpula do PT avalia que a candidatura do governador de São Paulo à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), enfrenta momento difícil depois de desentendimentos entre ele e o secretário de Governo, Gilberto Kassab. Por isso, esse seria o momento de Haddad começar a articular sua pré-campanha e fazer as articulações políticas, ainda que de forma discreta.

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Chapa sendo definida

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deve sair da Rede e se filiar ao PT para ser candidata ao Senado. A segunda vaga, porém, ainda está em discussão.

Uma das possibilidades é que a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), concorra ao Senado por São Paulo. Para essa operação, no entanto, ela terá de se desfiliar do MDB – uma vez que o partido apoia a candidatura de Tarcísio – e mudar o domicílio eleitoral para São Paulo. Tebet recebeu convite para se filiar ao PSB, mas ainda não tomou uma decisão final.

Em várias conversas reservadas com Haddad na recente viagem à Índia, Lula disse que precisava dele em São Paulo porque necessita de um palanque forte no maior colégio eleitoral do País.

Em 2022, o petista perdeu a disputa ao Palácio dos Bandeirantes para Tarcísio. Mas, de acordo com cálculos sempre lembrados pelo PT, Lula só ganhou a eleição do então presidente Jair Bolsonaro, naquele ano, porque conseguiu obter mais votos na capital paulista. E esse crédito é atribuído a Haddad.

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No início da semana, dirigentes do PT se reuniram em São Paulo e acertaram que até 10 de março Haddad precisava dar uma resposta ao partido. Nos bastidores, porém, a candidatura dele em São Paulo era dada como praticamente certa.

Lula também disse a interlocutores, na viagem a Índia, que contava com Pacheco para concorrer ao governo de Minas. Afirmou que tudo estava bem encaminhado com o senador.

Com Estadão Conteúdo e Reuters

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Jornalista formado pela Universidade Municipal de São Caetano, tem MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/USP e pós-graduação em Gestão de Marketing pela ESPM. Tem mais de 25 anos de experiência em redações e comunicação corporativa, com atuação em Economia, Finanças, Agronegócio, Infraestrutura, Política e Cidades. Vive em Madrid desde 2021 e é colaborador do Money Times.
Jornalista formado pela Universidade Municipal de São Caetano, tem MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/USP e pós-graduação em Gestão de Marketing pela ESPM. Tem mais de 25 anos de experiência em redações e comunicação corporativa, com atuação em Economia, Finanças, Agronegócio, Infraestrutura, Política e Cidades. Vive em Madrid desde 2021 e é colaborador do Money Times.

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