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Hapvida (HAPV3) anuncia troca de CEO em meio a críticas à governança e pressão por mudanças

06 abr 2026, 19:25 - atualizado em 06 abr 2026, 19:27
Jorge Pinheiro, CEO da Hapvida NotreDame Intermédica
Jorge Pinheiro, CEO da Hapvida NotreDame Intermédica (Foto: Hudson Cavalcanti/Divulgação)

O CEO da Hapvida (HAPV3), Jorge Pinheiro, anunciou que deixará o comando da companhia após 27 anos para assumir uma posição no conselho de administração. A transição foi comunicada em carta ao mercado e ocorre após críticas recentes à governança da empresa pela gestora Squadra Investimentos.

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Pinheiro afirmou que a mudança marca o encerramento de um ciclo e o início de uma nova fase para a companhia. Segundo ele, a empresa entra em 2026 “mais leve e focada”, após concluir as grandes integrações, com prioridade em eficiência, qualidade e experiência do usuário.

O executivo reconheceu, contudo, que os resultados financeiros recentes ficaram abaixo do potencial da companhia. “Poderíamos ter feito mais e melhor. Essa consciência nos move”, afirmou em carta ao mercado.

Próximo CEO e prioridades

Pinheiro também confirmou a escolha de Luccas Adib como próximo CEO, destacando que a transição busca trazer novas competências e perspectivas à companhia. Segundo ele, o novo executivo contará com suporte do conselho e de um time executivo que ainda será apresentado ao mercado.

A carta também aponta como prioridades a recuperação da rentabilidade histórica, a desalavancagem e a avaliação de possíveis desinvestimentos em ativos considerados menos estratégicos.

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Além disso, a companhia pretende intensificar o uso de tecnologia e dados para automatizar práticas médicas, digitalizar operações e melhorar a jornada dos usuários.

Críticas da Squadra

Na última sexta-feira, a Squadra divulgou uma carta na qual questiona a governança da companhia e defende a adoção do voto múltiplo na eleição do conselho.

A gestora afirma deter 6,98% do capital votante da Hapvida e indicou três nomes para o colegiado, além de defender mudanças na composição do board.

No documento, a gestora também critica decisões estratégicas da companhia, a integração após a fusão com a NotreDame Intermédica, a deterioração operacional e a remuneração da administração.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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