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Hapvida (HAPV3): Encontrar um comprador pode não ser fácil nas condições atuais de mercado, avalia Citi

08 abr 2026, 15:39 - atualizado em 08 abr 2026, 15:40
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(Imagem: Facebook/Hapvida)

As ações da Hapvida (HAPV3) chegaram a subir mais de 17% nesta quarta-feira (8), em meio a rumores de venda da operação da companhia na região Sul.

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Para o Citi, o desinventimento, se confirmado, pode ajudar a melhorar a alavancagem e as margens, aumentar o foco e a responsabilização da gestão nas regiões principais, apoiando a criação de valor no longo prazo.

“Naturalmente, discussões sobre valuation estão abertas a debate, e encontrar um comprador pode não ser fácil nas condições atuais de mercado”, escreveram os analistas Renan Prata e Leandro Bastos em relatório.

Nas contas da dupla, as operações da Hapvida no Sul poderiam valer até R$ 1,1 bilhão, o equivalente a cerca de 20% do valor de mercado atual da empresa. Para isso, eles estimaram R$ 1 milhão por leito hospitalar e R$ 1 mil por beneficiário.

Os analistas ainda consideraram que um eventual desinvestimento poderia gerar uma melhora “relativamente modesta” de aproximadamente 20 pontos-base na margem, além de potencialmente reduzir a alavancagem líquida em cerca de 0,3x, com base nas divulgações contábeis da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

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No relatório, o Citi destacou que esta é a primeira referência explícita a um ativo específico e um passo mais formal rumo à execução, ainda que possíveis desinvestimentos já tivessem sido sinalizados na teleconferência de resultados do quarto trimestre (4T25) e na recente carta do CEO Jorge Pinheiro, que está deixando o cargo após 27 anos para presidir o conselho de administração da companhia.

No documento divulgado na última segunda-feira (6), Pinheiro citou a desalavancagem como um das prioridades da empresa a partir de agora, e, segundo ele “poderá envolver desinvestimentos em ativos menos estratégicos”.

Luccas Adib, atual vice-presidente financeiro da operadora de saúde, passará ao comando da Hapvida.

Possível venda das operações

Pela manhã desta quarta-feira, o portal Pipeline, do Valor Econômico, reportou que a Hapvida decidiu vender suas operações no Sul do Brasil e contratou o BTG Pactual para conduzir o processo.

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Os ativos incluem a Clinipam e o Centro Clínico Gaúcho, além de três hospitais construídos pela própria empresa, totalizando oito hospitais, 21 clínicas e cerca de 490 mil beneficiários — “uma operação que, isoladamente, seria a nona maior operadora de saúde do Brasil”, segundo o Citi.

Os analistas do banco ainda destacaram que a Hapvida investiu cerca de R$ 4 bilhões nas operações no Sul, e o desinvestimento, que já vinha sendo discutido no conselho, faria parte de um esforço mais amplo para simplificar a companhia, reduzir alavancagem e melhorar os resultados financeiros, juntamente com mudanças recentes na gestão.

Também nesta quarta-feira, a Hapvida informou que a família controladora aumentou a sua participação para 51,4% excluindo as ações em tesouraria.

Para o Citi, embora esse movimento sinalize confiança e alinhamento, a posição “não tem se traduzido de forma consistente em melhor desempenho das ações recentemente”.

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As movimentações acontecem em meio a críticas recentes à governança da empresa pela Squadra Investimentos.

O que fazer com as ações agora?

O Citi tem recomendação neutra/alto risco para as ações da HAPV3, com preço-alvo de R$ 11 em dezembro deste ano – o que representa um potencial de valorização de 7,2% sobre o preço de fechamento anterior. Ontem (7), os papéis da companhia encerraram cotados a R$ 10,26.

Para os analistas, a indicação “alto risco” deve-se à volatilidade recente das ações e à baixa visibilidade dos lucros.

Além disso, os riscos de execução na recuperação de margens, tendência de receita abaixo do esperado e mudanças regulatórias também são considerados pontos de atenção para HAPV3.

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Com a forte valorização de hoje, as ações da operadora de assistência médica acumulam ganhos de 15% em abril. No ano, porém, o saldo é negativo em 21%.



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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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