Hapvida (HAPV3) ensaia recuperação e sobe até 9% após despencar em 2025
As ações da Hapvida (HAPV3) lideraram os ganhos do Ibovespa (IBOV) nesta terça-feira (6) com alta de mais de 7%.
HAPV3 encerrou as negociações com ganho de 8,70%, a R$ 16,49. Na máxima intradia, os papéis da operados chegaram a subir 9,95% (R$ 16,68).
Os papéis da operadora de saúde avançam mesmo após dados operacionais mais fracos.
Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Hapvida voltou a registrar perdas de beneficiários em novembro, principalmente em São Paulo. A operadora teve uma perda líquida de 18 mil beneficiários no período, uma queda de 0,2% na comparação com o mês anterior e um declínio de 35 mil no trimestre até novembro.
Para o BTG Pactual, as perdas concentradas em São Paulo foram parciamente compensadas por ganhos no Distrito Federal.
Já o Itaú BBA destacou que os números da ANS são “pouco revisados e muitas vezes não se alinham perfeitamente com os números reportados oficialmente pelas empresas”. “Esses números devem ser interpretados com cautela”, diz o banco.
Na comparação com outras operadoras, a Hapvida foi a única que apresentou perdas líquidas no mês. A SulAmérica adicionou 72 mil beneficiários, a Amil teve crescimento de 51 mil membros e Bradesco Saúde reportou uma adição de 32 mil vidas em novembro.
O movimento também foi na contramão do resultado consolidado da ANS. No penúltimo mês do ano, o setor de planos de saúde registrou um crescimento de 139 mil vidas.
Já no acumulado de 2025, o setor de planos de saúde mostrou um crescimento sólido, com adição de 1,1 milhão de vidas, o que equivale a uma alta de 2% na comparação com o ano anterior.
Em 2025, a HAPV3 acumulou perdas de quase 56%, figurando como a segunda ação com pior retorno na carteira do Ibovespa no ano, atrás apenas de Raízen (RAIZ4).