Tecnologia

IA ainda está no início e mercado exagera nos extremos, avalia gestor da Kinea

25 fev 2026, 19:36 - atualizado em 25 fev 2026, 19:38
Microsoft amplia participação na OpenAI, dona do ChatGPT. (Imagem Montagem Money Times) (1)
(Imagem Montagem Money Times) (1)

A discussão sobre uma possível bolha de inteligência artificial (IA) tem focado no ponto errado, segundo Marco Freire, gestor da Kinea Investimentos. Em painel no BTG Summit, organizado pelo BTG Pactual, ele afirmou que o mercado alternou rapidamente entre dois extremos: primeiro, o excesso de otimismo; depois, um pessimismo exagerado sobre empregos e crescimento global.

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Para Freire, a IA ainda está em estágio inicial e longe de caracterizar uma bolha clássica. “Claramente não é nenhum dos dois”, disse, ao se referir às narrativas de euforia e de colapso.

Segundo o gestor, a tecnologia começa a sair da fase experimental para aplicações práticas, com avanço dos chamados agentes de IA — sistemas capazes de atuar de forma autônoma e executar tarefas complexas. Ele citou como exemplo o lançamento de agentes pela Anthropic, concorrente da OpenAI, capazes de realizar atividades equivalentes ao trabalho conjunto de programadores experientes.

Freire avalia que o impacto pode ser significativo no mercado de trabalho, com substituição de cerca de 25% dos empregos globais no longo prazo. Ainda assim, destaca que transformações tecnológicas historicamente também criam novas ocupações e que a adaptação tende a ser gradual.

‘Elevada incerteza’

No mesmo painel, Christiano Chadad, sócio e gestor do BTG Volt, adotou tom mais cauteloso. Ele afirmou que parte das empresas listadas pode ter o modelo de negócios profundamente afetado pela IA, o que eleva a incerteza. Por isso, defende exposição à bolsa americana concentrada em segmentos ligados à infraestrutura de processamento e desenvolvimento da tecnologia.

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Sobre o dólar, Chadad afirmou ter dificuldade em reduzir posição na moeda, argumentando que não há alternativa clara ao seu papel global. Freire também descartou perda estrutural de protagonismo dos Estados Unidos e atribuiu a fraqueza recente da moeda a dois fatores: crescimento europeu acima do esperado e expansão fiscal na Alemanha voltada à defesa.

No cenário doméstico, Bruno Serra, portfolio manager do Itaú Asset Management, afirmou que o próximo ciclo de cortes da Selic deve começar com redução de 0,50 ponto percentual, podendo acelerar para cortes de 0,75 pp. A expectativa é de que a taxa encerre 2026 em torno de 11,5%.

Sobre as eleições, Serra disse não ter convicção sobre o resultado, mas avaliou que um novo ciclo político mais “moderado” traria maior previsibilidade econômica.

Ele afirmou que, em caso de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os dois primeiros anos de um eventual novo mandato tenderiam a seguir linha semelhante à fase final do governo atual, com maior aderência ao arcabouço fiscal e menor volatilidade macroeconômica.

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