Mercados

Ibovespa fecha em alta em dia de recorde histórico; dólar cai a R$ 5,18

11 fev 2026, 18:45 - atualizado em 11 fev 2026, 18:45
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(Foto: iStock.com/primeimages)

O Ibovespa (IBOV) encerrou a sessão em forte alta, em dia de recorde histórico intradiário em que o índice chegou a superar a marca de 190.000 pontos, contrariando Wall Street.

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Nesta quarta-feira (11), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 2,03%, aos 189.699,12 pontos. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1876, com queda de 0,18%, menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024

No cenário doméstico, os investidores acompanharam as falas do presidente do Banco CentralGabriel Galípolo. No discurso, Galípolo reforçou a postura do Comitê de Política Monetária (Copom) foi mais conservadora ao sinalizar a “calibragem” dos juros em março. A decisão de esperar 45 dias teve um objetivo claro: reunir mais confiança antes de iniciar o ciclo.

“Antevíamos, em se confirmando o cenário, essa calibragem da política monetária a partir de março, justamente para que a gente consiga reunir mais confiança para iniciar este ciclo”, afirmou.

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Por ora, o mercado aposta em um corte de 50 pontos-base para o encontro de março do Copom.

Além disso, o mercado acompanhou a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, que indicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança nos cenários de primeiro e segundo turno para a eleição presidencial de outubro, à frente do senador Flávio Bolsonaro.

Esta é a primeira rodada do instituto que não inclui o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.

Nos sete cenários de primeiro turno testados, Lula aparece com intenções de voto que variam entre 35% e 39%. Flávio Bolsonaro oscila entre 29% e 33%. A vantagem do petista vai de 4 a 8 pontos percentuais, a depender da configuração.

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Altas e quedas do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) ganhou força com o apetite ao risco de investidores estrangeiros. Em destaque, as ações do TIM (TIMS3subiram mais de 8%, a R$ 28,07, após o balanço do quarto trimestre da telecom, avaliado como poitivo pelo mercado.

Entre os pesos-pesados, as ações da Petrobras (PETR4) fecharam em alta de 1,95%, a R$ 38,08, em linha com o petróleo. O contrato futuro do Brent, para abril, encerrou com avanço de 0,87%, a US$ 69,40 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Vale (VALE3) encerrou o dia com alta ainda mais intensa, de 3,49%, a R$ 90,09, apesar do desempenho do minério de ferro. O contrato mais líquido da commodity, negociado em Dalian, fechou em queda, a 762,50 yuans (US$ 110,32) a tonelada.

Juntos, bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa. 

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A ponta positiva do Ibovespa foi encabeçada pela Suzano (SUZB3), que avançou 13,32%, a R$ 57,93. O desempenho sucedeu o balanço da empresa, que reportou lucro líquido de R$ 116 milhões no quarto trimestre de 2025, contra um prejuízo de 6,737 bilhões do mesmo trimestre de 2024.

A XP reforçou que o Ebitda ajustado de R$ 5,6 bilhões ficou 11% acima das suas estimativas, impulsionado por uma melhora na divisão de celulose e na de papel. Além disso, a Suzano anunciou a manutenção de uma redução de 3,5% na produção ao longo de 2026, devido às condições de mercado, consistente com sua abordagem focada em retorno.

“O novo programa de recompra reforça a visão da administração (e da XP) de que as ações permanecem descontadas. Apesar de um cenário estruturalmente desafiador para a celulose, a XP segue construtiva com a Suzano, considerando o papel relativamente barato nos níveis atuais”.

A ponta negativa, em contrapartida, foi liderada pela Totvs (TOTS3), com baixa de 2,36%, a R$ 38,41, em meio a avanços do temor global sobre o impacto da inteligência artificial no setor de softwares.

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A queda acompanhou a sessão negativa para empresas de software em Wall Street.

O Itaú BBA, no entanto, ponderou em relatório da última semana que o sell-off recente precisa ser visto dentro de um contexto mais amplo do setor global.

“Recebemos muitas perguntas de investidores locais e internacionais sobre a queda acentuada da Totvs. A conclusão foi consistente: os fundamentos não mudaram, enquanto o sentimento global e os fluxos internacionais mudaram”, escreveram os analistas, liderados por Maria Clara Inantozzi.

Exterior 

Os índices de Wall Street fecharam mistas após o relatório do Payroll indicar abertura de 130.000 postos de trabalho em janeiro, número bem acima do esperado pelo mercado, e os setores financeiro e de serviços de comunicação apresentarem novos recuos.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,13%, aos 50.121,40 pontos;
  • S&P 500: 0,00%, aos 6.941,47 pontos; 
  • Nasdaq: -0,16%, aos 23.066,46 pontos.

Na Europa, os principais índices encerraram sem direção única. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,10%, aos 621,58 pontos. 

Já os índices da Ásia fecharam em alta. O índice Nikkei, do Japão não operou hoje por feriado, com manutenção dos 57.650,54 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,31%, aos 27.266,38 pontos. 

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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