Mercados

Ibovespa avança aos 182 mil pontos à espera da ata do Copom; dólar sobe a R$ 5,25

02 fev 2026, 18:12 - atualizado em 02 fev 2026, 18:31
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(Imagem: Getty Images Pro/Canva Pro)

O Ibovespa (IBOV) iniciou o mês de fevereiro em alta, estendendo o salto de janeiro.

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Nesta segunda-feira (2), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,79%, aos 182.793,40 pontos. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2593, com alta de 0,22%. 

No cenário doméstico, os investidores acompanharam o Boletim Focus, o primeiro após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) manter os juros inalterados em 15% ao ano, com a sinalização de início do afrouxamento monetário em março.

Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) reduziram mais uma vez a projeção para a inflação de 2026, de 4% para 3,99%. Esse foi o quarto corte semanal consecutivo.

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O mercado ainda ficou à espera da ata do Copom, prevista para amanhã (3).

Altas e quedas do Ibovespa

Os ganhos do Ibovespa (IBOV) foram limitados pela realização das commodities. Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 4,36%, a US$ 66,30 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já os futuros do minério de ferro, negociado na Dalian Commodity Exchange, na China, encerraram as negociações com baixa de 1,26%, a 783 yuans (US$ 112,62) a tonelada.

Em reação, as ações da Petrobras (PETR4) caíram quase 2%. Já os papéis de Vale (VALE3) driblaram o tom negativo do minério de ferro e fecharam com leve alta.

Ainda entre os ‘pesos-pesados’ do índice, os bancos subiram em bloco na expectativa pelos balanços referentes ao quarto trimestre (4T25). Itaú (ITUB4), Santander (SANB11) e Bradesco (BBDC4) divulgam os resultados ao longo desta semana.

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Juntos, bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa. 

A ponta positiva foi liderada por Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3), em meio a expectativas de corte nos juros em março. Entre as perdas, Raízen (RAIZ4) encabeçou a ponta negativa do Ibovespa, com reação à notícia de que a empresa, via Raízen Biomassa, adquiriu 100% de participação na Sumitomo.

Exterior 

Os índices de Wall Street encerraram em alta, apesar das preocupações com uma ‘bolha de IA’ e com o início de um novo “shutdown” nos Estados Unidos.

No último sábado (1º), o financiamento do Pentágono, do Departamento de Transportes e de diversas outras agências expirou, devido a uma disputa sobre a aplicação das leis de imigração que complicou os esforços para aprovar uma legislação orçamentária no país.

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Já hoje, o Escritório de Estatísticas do Trabalho do país informou que o relatório de emprego (payroll) de janeiro não será divulgado na sexta-feira (6) devido à paralisação parcial do governo federal.

Há uma votação de um projeto de lei que visa suspender o shutdown, na Câmara dos Deputados, prevista para amanhã (3).

Além disso, o presidente Donald Trump disse que chegou a um acordo comercial com a Índia, que também concordou em parar de comprar petróleo russo e comprar muito mais dos Estados Unidos e, potencialmente, da Venezuela.

Os investidores seguiram reagindo à indicação de Kevin Warsh como o novo presidente do Federal Reserve (Fed), para substituir Jerome Powell, que encerra o mandato em maio. 

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +1,05%, aos 49.40,66 pontos;
  • S&P 500: +0,54%, aos 6.976,44 pontos; 
  • Nasdaq: +0,56%, aos 23.592,10 pontos.

Na Europa, os principais índices terminaram em alta, com apoio dos balanços corporativos. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 1,03%, aos 617,31 pontos, em novo recorde nominal histórico. 

O índice da bolsa de Londres, o FTSE 100, também encerrou o pregão no maior nível histórico, aos 10.341,56 pontos (+1,15%).

Na Ásia, os índices fecharam em queda. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,25%, aos 52.655,18 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 2,23%, aos 26.775,57 pontos. 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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