Ibovespa avança aos 182 mil pontos à espera da ata do Copom; dólar sobe a R$ 5,25
O Ibovespa (IBOV) iniciou o mês de fevereiro em alta, estendendo o salto de janeiro.
Nesta segunda-feira (2), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,79%, aos 182.793,40 pontos.
Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2593, com alta de 0,22%.
No cenário doméstico, os investidores acompanharam o Boletim Focus, o primeiro após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) manter os juros inalterados em 15% ao ano, com a sinalização de início do afrouxamento monetário em março.
Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) reduziram mais uma vez a projeção para a inflação de 2026, de 4% para 3,99%. Esse foi o quarto corte semanal consecutivo.
O mercado ainda ficou à espera da ata do Copom, prevista para amanhã (3).
Altas e quedas do Ibovespa
Os ganhos do Ibovespa (IBOV) foram limitados pela realização das commodities. Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 4,36%, a US$ 66,30 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já os futuros do minério de ferro, negociado na Dalian Commodity Exchange, na China, encerraram as negociações com baixa de 1,26%, a 783 yuans (US$ 112,62) a tonelada.
Em reação, as ações da Petrobras (PETR4) caíram quase 2%. Já os papéis de Vale (VALE3) driblaram o tom negativo do minério de ferro e fecharam com leve alta.
Ainda entre os ‘pesos-pesados’ do índice, os bancos subiram em bloco na expectativa pelos balanços referentes ao quarto trimestre (4T25). Itaú (ITUB4), Santander (SANB11) e Bradesco (BBDC4) divulgam os resultados ao longo desta semana.
Juntos, bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.
A ponta positiva foi liderada por Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3), em meio a expectativas de corte nos juros em março. Entre as perdas, Raízen (RAIZ4) encabeçou a ponta negativa do Ibovespa, com reação à notícia de que a empresa, via Raízen Biomassa, adquiriu 100% de participação na Sumitomo.
- VEJA TAMBÉM: Money Picks traz as principais recomendações do mercado para o mês; acesse gratuitamente
Exterior
Os índices de Wall Street encerraram em alta, apesar das preocupações com uma ‘bolha de IA’ e com o início de um novo “shutdown” nos Estados Unidos.
No último sábado (1º), o financiamento do Pentágono, do Departamento de Transportes e de diversas outras agências expirou, devido a uma disputa sobre a aplicação das leis de imigração que complicou os esforços para aprovar uma legislação orçamentária no país.
Já hoje, o Escritório de Estatísticas do Trabalho do país informou que o relatório de emprego (payroll) de janeiro não será divulgado na sexta-feira (6) devido à paralisação parcial do governo federal.
Há uma votação de um projeto de lei que visa suspender o shutdown, na Câmara dos Deputados, prevista para amanhã (3).
Além disso, o presidente Donald Trump disse que chegou a um acordo comercial com a Índia, que também concordou em parar de comprar petróleo russo e comprar muito mais dos Estados Unidos e, potencialmente, da Venezuela.
Os investidores seguiram reagindo à indicação de Kevin Warsh como o novo presidente do Federal Reserve (Fed), para substituir Jerome Powell, que encerra o mandato em maio.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +1,05%, aos 49.40,66 pontos;
- S&P 500: +0,54%, aos 6.976,44 pontos;
- Nasdaq: +0,56%, aos 23.592,10 pontos.
Na Europa, os principais índices terminaram em alta, com apoio dos balanços corporativos. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 1,03%, aos 617,31 pontos, em novo recorde nominal histórico.
Na Ásia, os índices fecharam em queda. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,25%, aos 52.655,18 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 2,23%, aos 26.775,57 pontos.