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Ibovespa cai e perde nível recorde com EUA-Irã e expectativas para inflação; 5 coisas para saber antes de investir hoje (13)

13 abr 2026, 10:15 - atualizado em 13 abr 2026, 10:19
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia a sessão desta segunda-feira (13) com retomada da aversão a risco após as negociações sem acordo entre EUA e Irã. Pesquisas eleitorais e expectativas para inflação dividem as atenções.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com baixa de 0,12%, aos 197.078,20 pontos.



O dólar à vista opera em alta ante o real, na contramão do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda caía a R$ 5,0283 (+0,34%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha avanço de 0,26%, aos 98,913 pontos.

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (13)

1 – Inflação mais alta

Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) ajustaram as projeções para a inflação brasileira pela quinta vez consecutiva, segundo o Boletim Focus divulgado na manhã desta segunda-feira (13).

As expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 aumentaram de 4,36% para 4,71%, fora da faixa de tolerância da meta para a inflação definida pelo BC.

Na semana passada, o mercado recebeu os dados de inflação relativos a março, que vieram mais altos do que o esperado, resultado do impacto da alta do petróleo desde o início da guerra no Oriente Médio.

Já as previsões para a taxa básica de juros, a Selic, se mantiveram em 12,50% neste ano. A expectativa para câmbio aponta um dólar cotado a R$ 5,37 ao fim deste ano, um leve recuo em relação a projeção anterior.

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2 – Pesquisa eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta a reeleição em outubro, viu sua vantagem eleitoral se reduzir e foi alcançado pelos três principais nomes da oposição em cenário de segundo turno, sendo ultrapassado numericamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), mostrou pesquisa Datafolha.

O levantamento, divulgado no último sábado (11), aponta novamente um empate técnico entre Lula e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em um eventual segundo turno, mas agora com Flávio numericamente à frente, com 46% dos votos contra 45% de Lula. Na rodada passada, em março, Lula contava com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio marcava 43%.

Esta é a primeira vez, em uma pesquisa Datafolha, que Lula é numericamente ultrapassado pelo senador.

3 – Novo ministro das Relações Institucionais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), para assumir a articulação política do governo a partir da próxima semana, informou o Palácio do Planalto no último sábado.

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A nomeação de Guimarães como ministro da Secretaria de Relações Institucionais, informou o palácio, deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União na próxima segunda-feira.

“A convite do presidente Lula, informo que aceitei a missão e na próxima terça-feira (14), tomo posse como ministro da Secretaria de Relações Institucionais em substituição da ex-ministra Gleisi Hoffmann”, disse o líder em seu perfil no X.

Gleisi deixou a pasta para concorrer ao Senado nas eleições de outubro pelo Paraná.

4 – Sem acordo

No fim de semana, os representantes dos EUA e Irã não chegaram a um acordo nas negociações, em Islamabad, o que levou a novas ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, a Teerã.

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No domingo, Trump disse que a Marinha dos EUA vai bloquear o Estreito de Ormuz.

Nas redes sociais, afirmou ainda que os EUA devem tomar medidas contra todas as embarcações em águas internacionais que pagarem pedágio ao Irã, além de começar a destruição de minas lançadas pelos iranianos em Ormuz.

Teerã ameaçou retaliar os portos de seus vizinhos do Golfo Pérsico.

5 – Petróleo dispara (mais uma vez) e retoma US$ 100 o barril

Com as negociações sem avanço no fim de semana e novas ameaças de Trump contra o Irã, os preços do petróleo operam em forte alta.

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Nesta manhã, por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho tinham avanço de 7%, a US$ 101,81 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio registraram ganho de 7,36%, a US$ 103,68 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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