Ibovespa abre em alta com possível abertura do Estreito de Ormuz no radar; 5 coisas para saber antes de investir hoje (16)
O Ibovespa (IBOV) abre o primeiro pregão da semana em alta, acompanhando o otimismo dos futuros de Wall Street com a possibilidade de abertura do Estreito de Ormuz. No cenário doméstico, os balanços corporativos, as estimativas do Boletim Focus e os dados do IBC-Br seguem no radar dos investidores.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 1,69%, aos 180.648,17 pontos.
O dólar à vista opera em leve queda ante o real, em linha com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,2653 (-0,96%).
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (16)
1 – Boletim Focus
Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) ajustaram todas as projeções para 2026, segundo o Boletim Focus.
As estimativas para a taxa de juros brasileira subiram de 12,13% para 12,25%, enquanto as previsões para 2027, 2028 e 2029 seguiram em 10,50%, 10% e 9,50%, respectivamente.
Além disso, diante das incertezas globais e tensões geopolíticas com o conflito no Oriente Médio, a aposta majoritária de corte de juros em março mudou e passou de uma redução de 0,50 ponto porcentual para uma 0,25pp.
Já as expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 passaram de 3,91% para 4,10%. As previões para os três anos seguintes seguiram estáveis: 3,80% em 2027, 3,50% em 2028; e 3,50% em 2029.
As apostas para o câmbio, por sua vez, apontam um dólar cotado a R$ 5,40 ao fim deste ano, ante os R$ 5,41 da projeção anterior. Para o Produto Interno Bruto (PIB), o mercado elevou de 1,82% para 1,83% a expectativa de expansão em 2026.
2 – IBC-Br
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma proxy do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,78% em janeiro na comparação com dezembro, segundo dados dessazonalizados divulgados pelo BC.
A expectativa em pesquisa da Reuters para o resultado de janeiro era de aumento de 0,85%.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 1,0%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 2,3%, de acordo com números não dessazonalizados.
3 – Estreito de Ormuz
As demandas do presidente dos EUA, Donald Trump, por uma coalizão para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz pareceram não ter surtido efeito, nesta segunda-feira, quando os aliados Japão e Austrália disseram que não estão planejando enviar embarcações da Marinha ao Oriente Médio para escoltar navios através da hidrovia.
Com a guerra dos EUA e Israel contra o Irã criando turbulência em todo o Oriente Médio e abalando os mercados globais de energia em sua terceira semana, Trump insistiu no domingo que as nações que dependem muito do petróleo do Golfo têm a responsabilidade de proteger o estreito por onde transitam 20% da energia mundial.
Trump afirmou ao Financial Times no domingo (15) que esperava que a China ajudasse a desbloquear o estreito antes de sua reunião agendada com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, no final deste mês. O presidente dos EUA sugeriu ainda que poderia adiar sua viagem se a China não fornecesse assistência.
“Acho que a China também deveria ajudar, porque a China obtém 90% de seu petróleo do estreito“, afirmou Trump. “Podemos adiar”, disse ele em referência à sua visita se a China não oferecer apoio no Golfo.
Trump também aumentou a pressão sobre os aliados europeus para que ajudem a proteger o estreito, alertando que a Otan enfrentará um futuro “muito ruim” se seus membros não ajudarem Washington.
Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia discutirão hoje o reforço de uma pequena missão naval no Oriente Médio, mas não se espera que decidam estender seu papel ao Estreito de Ormuz, segundo diplomatas e autoridades.
No fim de semana, vários petroleiros conseguiram transitar pelo Estreito de Ormuz com sucesso, o que contribuiu para o otimismo do mercado em relação ao fim do bloqueio da hidrovia.
4 – Duração da guerra
Em sua terceira semana, o conflito dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deve levar de quatro a seis semanas para ser concluído, segundo previsões do Pentágono. A afirmação foi feita neste domingo pelo diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett.
À CBS News, Hasset disse que, até o sábado (14), o Departamento de Defesa dos EUA tinha expectativa de levar de quatro a seis semanas para completar a missão e reiterou que os Estados Unidos “estão adiantados”.
Além disso, Hasset apontou que as estimativas para o custo dos ataques ao Irã, segundo as estimativas do Pentágono, seja de US$ 12 bilhões até o momento.
5 – Petróleo
Desde a última quinta-feira (12), os contratos futuros do petróleo Brent para maio operam acima dos US$ 100.
Hoje, porém, diante da pressão de Trump para que os países membros da Otan ajudem na liberação do Estreito de Ormuz, rota vital para a circulação de petróleo bruto, os mercados reagiram positivamente. O Brent para maio recua 0,68%, por volta dos US$ 102, 102,45.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo