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Ibovespa avança de olho na ‘Super Quarta’ e no Oriente Médio; 5 coisas para saber antes de investir hoje (17)

17 jun 2026, 10:25 - atualizado em 17 jun 2026, 10:28
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

À espera das decisões de juros na “Super Quarta”, o Ibovespa (IBOV) avança impulsionado pelos preços do petróleo pela manhã.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,42%, aos 170.363,91 pontos.



O dólar à vista opera em queda ante o real, destoando do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda subia a R$ 5,0741 (-0,25%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com ligeira alta de 0,06% aos 99.600 pontos,

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (17)

1 – IBC-Br

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) cresceu 0,51% em abril, na comparação com março, na série com ajuste sazonal, informou o BC nesta quarta-feira. O resultado de abril ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para alta de 0,60%. As estimativas do mercado, todas positivas, iam de 0,10% a 0,90%.

Todas as aberturas do IBC-Br subiram na margem em abril. O índice ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor da conta, aumentou 0,37%, após uma queda de 0,60% no mês anterior (revisado, de -0,93%). O indicador próprio da agropecuária avançou 0,04%, depois de ter recuado 0,14% (revisado, de -0,21%) em março.

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O índice de serviços subiu 0,27% após ter caído 0,54% (revisado de -0,79%) no mês anterior; o da indústria aumentou 0,36%, após alta de 0,14% (revisado de -0,23%) em março; e o de impostos – equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) – subiu 0,26%, após aumentar 0,03% (revisado de -0,21%) no mês anterior.

2 – Super Quarta

À tarde, as atenções do mercado se voltam para a decisãi de política monetária nos Estados Unidos, pelo Federal Reserve, com a divulgação do comunicado às 15h (horário de Brasília). A expectativa é de manutenção nos juros pelo banco central dos EUA.

Já no Brasil, a decisão do Banco Central (BC) deve sair por volta das 18h30 (horário de Brasília), com a maioria do mercado prevendo um novo corte de 0,25 ponto percentual no juro básico, a taxa Selic, levando-a para 14,25% ao ano.

3 – Kevin Warsh

Nos holofotes, o novo chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, escolhido do presidente norte-americano, Donald Trump, realiza o primeiro discurso sobre a decisão de política monetária diante de um cenário desafiador do ponto de vista inflacionário.

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Anteriormente, Warsh afirmou que não gosta de orientações futuras sobre política monetária em geral, e dados recentes levaram muitas autoridades do Fed a afirmar que, de qualquer forma, é hora de remover o “viés de afrouxamento” em favor de uma linguagem mais neutra, que permita a possibilidade de que aumentos nos juros possam ser necessários.

4 – Petróleo em ligeira alta

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o acordo com o Irã para pausar a guerra não é definitivo, os preços do petróleo voltaram a operar em alta.

Por volta de 10h15 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para julho avançavam 0,72%, a US$ 79,68 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho subiam de 0,53%, a US$ 76,58 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

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5 – Acordo entre EUA e Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo preliminar com o Irã não é definitivo e que ele pode retomar a campanha de bombardeios se não gostar dele ou se Teerã não se comportar.

“É um memorando de entendimento. E se eu não gostar, voltaremos a disparar neles, a bombardear suas cabeças. Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos a bombardear bem no meio da cabeça deles, ok?”, disse Trump na cúpula do G7 na França.

Trump afirmou que o memorando de entendimento com o Irã não inclui o alívio imediato das sanções contra o país, acrescentando que discutiria o assunto posteriormente.

Trump elogiou o acordo preliminar negociado por seu governo, dizendo: “É um acordo muito forte. Ninguém sabe exatamente o que é, mas é muito forte, e a maioria das pessoas parece estar muito satisfeita.”

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*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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