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Ibovespa cai quase 2% com acirramento das tensões no Irã e Copom fica em segundo plano; 5 coisas para saber antes de investir hoje (19)

19 mar 2026, 10:11 - atualizado em 19 mar 2026, 10:11
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia a sessão pós-‘Super Quarta’ em queda, com a piora do humor dos investidores no exterior em meio ao acirramento do conflito no Oriente Médio. Os balanços corporativos do quarto trimestre (4T25) e o corte na Selic para 14,75% ao ano ficam em segundo plano.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com queda de 1,70%, aos 176.579,23 pontos. 



O dólar à vista opera em alta ante o real, na contramão do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,3017 (+1,05%), mesmo após leilões no formato “casadão” do Banco Central. Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,10%, aos 99,983 pontos.

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (19)

1 – Tensão no Oriente Médio

Em uma nova escalada nas tensões, o Irã atacou instalações energéticas em todo o Oriente Médio, em resposta ao ataque de Israel a South Pars – maior depósito de gás natural do mundo, que o país persa compartilha com o Catar, aliado dos EUA, do outro lado do Golfo.

Ontem (18), a QatarEnergy disse que os ataques de mísseis iranianos a Ras Laffan, local das principais operações de processamento de GNL do Catar, causaram “danos extensos” ao seu centro de energia.

A Arábia Saudita disse que interceptou e destruiu quatro mísseis balísticos lançados na quarta-feira em direção a Riad e uma tentativa de ataque de drones a uma instalação de gás.

A refinaria SAMREF da Saudi Aramco, no porto de Yanbu, no Mar Vermelho, também foi alvo de um ataque aéreo. A Kuwait Petroleum Corporation, por sua vez, disse que uma unidade operacional em sua refinaria Mina al-Ahmadi foi atingida por um drone, provocando um incêndio limitado.

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Antes dos ataques, o Irã emitiu avisos de retirada para várias instalações de petróleo na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Catar, enquanto se preparava para retaliar os ataques à sua própria infraestrutura de energia em South Pars e Asaluyeh.

Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que Israel não não fará mais ataques desse tipo. Ele também afirmou que não quer mais ataques à infraestrutura energética iraniana.

2 – Petróleo encosta em US$ 120 o barril

O ataque de Israel ao enorme campo de gás de South Pars e as retaliações do Irã, com ameaça de novos ataques iranianos a alvos de petróleo e gás em todo o Golfo, elevaram os preços do petróleo.

Em reação, o contrato mais líquido do Brent, para maio, voltou a encostar em US$ 120 o barril. Na máxima intradia, o barril foi cotado a US$ 119,10. Já por volta de 9h50 (horário de Brasília), o Brent subia 5,10%, a US$ 112,82 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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O movimento reforça o temor de que os efeitos da guerra — que se aproxima de três semanas — sejam mais amplos e duradouros do que o inicialmente previsto.

Além do petróleo, o gás natural europeu registrou forte alta, chegando a avançar até 35%. O movimento foi impulsionado por ataques do Irã a um importante complexo de gás natural liquefeito (GNL) no Catar.

3 – Juros no Brasil e nos EUA

Ontem (18), o  O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic de 15,00% para 14,75% ao ano. Essa foi a primeira flexibilização do Banco Central desde julho, em linha com o esperado pelo mercado.

No comunicado, os diretores do Copom afirmaram que o ambiente externo tornou-se mais incerto, em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio. Segundo o Comitê, o cenário exige cautela por parte dos países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.

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O colegiado também acrescentou que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, que já se encontravam mais elevados do que o usual, se intensificaram após o início dos conflitos no Oriente Médio.

A quarta-feira também foi dia de decisão de política monetária nos Estados Unidos. Por lá, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano como amplamente esperado pelo mercado.

A decisão não foi unânime: Stephen Miran votou em um corte de 0,25 ponto percentual.

O Fomc também manteve a previsão de apenas um corte nos juros em 2026. O sumário de projeção econômica (SEP) e o gráfico de pontos – conhecido como ‘dot plot‘ –, mostraram que a mediana para o Fed Funds segue em 3,4% neste ano, o que sugere a taxa de juros no intervalo de 3,25% a 3,50% em dezembro.

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4 – Acordo EUA-Brasil

Os Estados Unidos estão em negociações com o Brasil para chegar a um acordo sobre cadeias de suprimento de minerais críticos, disse o Encarregado de Negócios dos Estados Unidos Gabriel Escobar, em meio a tensões diplomáticas com o governo brasileiro, que se retirou na semana passada de fórum patrocinado pela embaixada norte-americana.

“Temos uma proposta para um acordo em nível federal. Estamos discutindo, tivemos algumas discussões preliminares, mas ainda estamos esperando”, disse Escobar, após assinar um acordo separado com o Estado de Goiás, em uma cerimônia antes do fórum nesta quarta-feira (18).

Representantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não puderam comparecer ao Fórum Brasil-Estados Unidos sobre Minerais Críticos em São Paulo devido a um conflito com um compromisso anterior, informou um porta-voz.

O evento patrocinado pela embaixada dos EUA, realizado na Câmara Americana de Comércio Amcham Brasil, em São Paulo, teve como objetivo incentivar a criação de redes entre investidores norte-americanos e empresas brasileiras que buscam produzir minerais críticos. O Citi e a Anglo American estavam entre as empresas presentes.

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5 – Haddad deixa Fazenda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve anunciar a candidatura ao governo de São Paulo na noite desta quinta-feira, em um pronunciamento na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, ao lado do presidente Lula (PT).

Após meses de negociação, Haddad decidiu atender a um pedido de Lula e concorrer no Estado, como uma estratégia para fortalecer o palanque do petista em São Paulo de olho na disputa presidencial.

Até agora, o candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) segue na liderança nas pesquisas de intenção de votos.

*Com informações de O Globo Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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