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Ibovespa (IBOV) abre em alta, de olho em Trump e com apoio de Petrobras e bancos; 5 coisas para saber antes de investir hoje (24)

24 fev 2026, 10:20 - atualizado em 24 fev 2026, 10:32
ações ibovespa
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Ibovespa (IBOV) abriu o pregão desta terça-feira (24) em alta, acompanhando a indicação de recuperação das bolsas em Nova York e com a tarifa dos Estados Unidos e falas de Donald Trump no radar.

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Somado a isso, Petrobras e bancos estão entre os principais suportes, enquanto os papéis da Gerdau recuavam após a siderúrgica divulgar o resultado do último trimestre de 2025.

Por volta de 10h15 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira subia 0,63%, aos 190.051,01 pontos.



O dólar à vista opera em leve alta ante o real, enquanto no exterior a moeda também passou a operar com ganhos ante a maior parte das demais divisas. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,1769 (0,10%).

Day Trade:

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Radar do mercado:

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (24)

1 – Tarifa dos EUA

Os Estados Unidos passam a cobrar, a partir desta terça-feira (24), uma tarifa adicional de 10% sobre importações não incluídas em listas de isenção, informou a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).

A alíquota segue o patamar anunciado inicialmente por Donald Trump na sexta-feira (20), abaixo dos 15% mencionados pelo presidente no dia seguinte.

Em reação à decisão da Suprema Corte dos EUA, que derrubou tarifas anteriores justificadas por motivos de emergência, Trump anunciou uma nova taxa global temporária de 10%. No sábado (21), afirmou que o percentual seria elevado para 15%.

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Em comunicado destinado a “fornecer orientações sobre a Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026”, a CBP informou que, exceto pelos produtos listados como isentos, as importações “estarão sujeitas a uma tarifa adicional ad valorem de 10%”.

2 – Furacão Trump

O mercado busca se estabilizar após dias turbulentos por causa da queda das tarifas de Donald Trump. Na véspera, os principais índices de Wall Street registraram quedas expressivas, pressionados por uma combinação de incertezas tecnológicas, tensões geopolíticas e novas ameaças comerciais.

O sentimento dos investidores foi abalado por temores de que o avanço acelerado da inteligência artificial possa provocar uma reorganização em diversos setores da economia, afetando modelos de negócio e perspectivas de lucro. O tema voltou a ganhar força no radar após episódios recentes de volatilidade em empresas de tecnologia e software.

Ao mesmo tempo, o ambiente externo segue adicionando cautela. O mercado acompanha o plano de Trump de elevar tarifas globais para 15%, medida que reacende preocupações sobre o comércio internacional. A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã também contribui para a postura mais defensiva dos investidores.

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À noite, Trump faz o discurso do Estado da União, tradicional mensagem anual ao Congresso que costuma trazer sinalizações sobre prioridades econômicas, fiscais e regulatórias.

Além disso, o mercado acompanha uma série de pronunciamentos de dirigentes do Federal Reserve. Estão previstas falas de Austan Goolsbee, Raphael Bostic, Susan Collins, Christopher Waller, Lisa Cook e Thomas Barkin, em um momento em que investidores buscam pistas sobre o ritmo da política monetária e a trajetória dos juros nos EUA.

3 – Gerdau (GGBR4)

A Gerdau (GGBR4) registrou lucro líquido ajustado de R$ 670 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), resultado praticamente estável em relação ao mesmo período de 2024, quando havia somado R$ 666 milhões — leve alta de 0,5%.

No acumulado de 2025, o lucro líquido ajustado totalizou R$ 3,38 bilhões, queda de 21,1% frente aos R$ 4,29 bilhões registrados em 2024.

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As vendas de aço atingiram 2,86 milhões de toneladas no 4T25, avanço de 5,2% na comparação anual. No ano, o volume vendido cresceu 5,9%, para 11,63 milhões de toneladas.

receita líquida somou R$ 17,0 bilhões no trimestre, alta de 0,9% em relação ao 4T24. Em 2025, a receita alcançou R$ 69,9 bilhões, crescimento de 4,2% ante 2024.

4 – Raízen (RAIZ4)

Raízen (RAIZ4) informou ao mercado que recebeu correspondência da Wellington Management Group LLP comunicando a redução de sua participação acionária na companhia.

Segundo o documento, em 20 de fevereiro de 2026, a gestora passou a administrar 59.744.500 ações preferenciais de emissão da Raízen, o equivalente a 4,40% do total de ações emitidas pela empresa.

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O comunicado foi divulgado em cumprimento ao Artigo 12 da Resolução nº 44 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

5 – Déficit em conta corrente

Brasil teve déficit de US$ 8,360 bilhões na conta corrente em janeiro, após um saldo negativo de US$ 3,363 bilhões em dezembro, informou o Banco Central nesta terça-feira (24).

O rombo superou todas as estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, que apontavam um déficit entre US$ 7,70 bilhões e US$ 3,033 bilhões. A mediana da pesquisa era negativa em US$ 6,60 bilhões.

O déficit em transações correntes foi menor que o contabilizado em janeiro de 2025, quando o rombo havia sido de US$ 9,809 bilhões.

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O rombo em 12 meses da conta corrente passou de 3,03% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro para 2,92% em janeiro. É o menor déficit desde novembro de 2024, quando o rombo era de 2,78% do PIB.

A balança comercial teve superávit de US$ 3,516 bilhões no mês passado, segundo a metodologia do BC. A conta de serviços teve déficit de US$ 3,972 bilhões. A conta de renda primária ficou negativa em US$ 8,312 bilhões, e a conta financeira, negativa em US$ 8,227 bilhões.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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