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Ibovespa (IBOV) abre em alta de olho em negociações internacionais; 5 coisas para saber antes de investir hoje (26)

26 fev 2026, 10:25 - atualizado em 26 fev 2026, 10:25
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Ibovespa (IBOV) abriu o pregão desta quinta-feira (26) em alta, em dia de cenário doméstico esvaziado e de negociações internacionais.

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Os investidores também aguardam os balanços nacionais, como B3 e Axia (ex-Eletrobras), e internacionais.

Por volta de 10h12 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira subia 0,20%, aos 191.624,95 pontos.



O dólar à vista opera em alta ante o real, enquanto no exterior a moeda opera em queda ante a maior parte das demais divisas. No mesmo horário, a moeda norte-americana avançava a R$ 5,1282 (+0,06%).

Day Trade:

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Radar do mercado:

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (26)

1 – Imposto de importação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o aumento das alíquotas do imposto de importação de uma lista ampla de eletrônicos tem objetivo puramente regulatório e não terá impacto nos preços desses equipamentos.

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No início de fevereiro, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aumentou as alíquotas do imposto de importação de mil itens. São bens de capital e bens de informática e telecomunicação, incluindo smartphones, freezers e painéis com LED.

“A medida não tem nem análise de impacto, porque o objetivo dela é regulatório. Mais de 90% desses produtos são produzidos no Brasil. Ou seja, seguem a lei brasileira, não tem nada a ver com essa medida”, disse o ministro em entrevista a jornalistas.

Segundo o ministro, os smartphones, que vêm sendo citados pela oposição, são, na maioria, produzidos na Zona Franca de Manaus, e acusou a oposição de ser contra o regime diferenciado.

2 – IGP-M recua mais do que esperado

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) caiu 0,73% em fevereiro, mais do que o esperado pelo mercado e revertendo a alta de 0,41% registrada em janeiro, diante do forte recuo dos preços no atacado. Os dados foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

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Segundo pesquisa da Reuters, a expectativa era de queda de 0,6%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses deflação de 2,67%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 1,18% em fevereiro, depois de ter subido 0,34% no mês anterior.

“O IPA, índice de maior peso no IGP, registrou forte queda em fevereiro, puxada pelo recuo dos preços de commodities relevantes. No período, minério de ferro (-6,92%), soja (-6,36%) e café (-9,17%) apresentaram retrações expressivas”, destacou André Braz, economista do FGV IBRE.

3 – Negociações entre EUA e Irã

Na terceira rodada de negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã, o país persa prometeu mostrar maior flexibilidade com Washington sobre sua longa disputa nuclear, com Teerã sob pressão para fechar um acordo ou enfrentar possíveis ataques militares americanos.

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As negociações em Genebra, iniciadas hoje, tratarão do programa nuclear iraniano, enquanto um aumento significativo do contingente militar dos EUA no Oriente Médio, ordenado pelo presidente Donald Trump, serve de pano de fundo.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou na quarta-feira (25) que a recusa do Irã em discutir seu programa de mísseis balísticos é um “grande problema” que precisará ser resolvido, já que os mísseis são “projetados exclusivamente para atacar os Estados Unidos” e representam uma ameaça à estabilidade regional.

“Se não for possível avançar no programa nuclear, será difícil avançar também em relação aos mísseis balísticos”, disse Rubio a repórteres.

4 – Christine Lagarde

A presidente do Banco Central Europeu (BCE)Christine Lagarde, reforçou que pretende cumprir seu mandato até o fim, em outubro de 2027, para concluir projetos como o euro digital, em resposta às especulações sobre uma possível saída antecipada.

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Lagarde afirmou ainda que o BCE estima que a inflação de alimentos, crucial para a percepção dos consumidores sobre a estabilidade dos preços, irá se estabilizar um pouco acima da meta de 2% neste ano.

“Olhando para o futuro, esperamos que ela continue a diminuir e se estabilize um pouco acima de 2% no final de 2026”, disse Lagarde a uma comissão do Parlamento Europeu.

A presidente reiterou a expectativa do BCE de que a inflação convergirá para a meta de 2% no médio prazo, à medida que o crescimento dos salários diminui e a economia continua a crescer, apesar de um ambiente comercial desafiador.

5 – Nvidia

A fabricante de semicondutores Nvidia superou as expectativas de Wall Street tanto em receita quanto em lucro. No quarto trimestre de 2025, a companhia registrou lucro por ação de US$ 1,62 e receita de US$ 68,1 bilhões, ante as estimativas da Bloomberg de lucro por ação de US$ 1,53 e receita de US$ 65,8 bilhões.

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Além disso, para o primeiro trimestre fiscal, a empresa projeta receita entre US$ 76,44 bilhões e US$ 79,56 bilhões, acima da estimativa média de US$ 72,8 bilhões. O guidance foi interpretado como um indicativo de que os grandes investimentos em infraestrutura de inteligência artificial (IA) por parte de empresas de tecnologia e provedores de nuvem permanecem em ritmo acelerado.

A companhia destacou ainda que a projeção não inclui eventuais receitas provenientes da China, mercado que segue sujeito a restrições comerciais e incertezas regulatórias — um fator de risco relevante para o setor de semicondutores.

No mercado, a reação foi positiva, mas moderada ao longo do tempo. As ações da Nvidia chegaram a subir cerca de 3% após a divulgação dos números, mas reduziram os ganhos e avançavam aproximadamente 1% nas negociações antes da abertura.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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