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Ibovespa recua com incertezas sobre a guerra no Irã; 5 coisas para saber antes de investir hoje (27)

27 mar 2026, 10:20 - atualizado em 27 mar 2026, 10:22
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) continua à mercê do exterior e inicia as negociações desta sexta-feira (27) em queda, em meio a incertezas sobre a guerra no Irã.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com queda de 0,57%, aos 181.551,46 pontos.



O dólar à vista opera em leve alta ante o real, em sintonia com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,2584 (+0,04%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha avanço de 0,17%, aos 100,069 pontos.

Day Trade:

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (27)

1 – Taxa de desemprego

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% nos três meses até fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,7 por cento por cento no período.

2 – Contas públicas

O Brasil registrou em fevereiro déficit em conta corrente um pouco acima do esperado, enquanto os investimentos diretos no país ficaram abaixo do esperado, informou o Banco Central nesta sexta-feira.

Em fevereiro, foi registrado déficit em transações correntes de US$ 5,614 bilhões, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB).

A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um saldo negativo de US$ 5,4 bilhões. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$ 10,245 bilhões.

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No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$ 6,754 bilhões, abaixo dos US$ 7,6 bilhões projetados na pesquisa e contra US$10,039 bilhões em fevereiro de 2025.

Já a balança comercial teve superávit de US$ 3,507 bilhões, contra resultado negativo de US$ 1,123 bilhão no mesmo mês de 2025.

3 – Mercosul e Canadá

Canadá e Mercosul estão avançando em direção a um acordo de livre comércio que poderá ser assinado até o final do ano, com outra rodada de negociações agendada para o próximo mês em Brasília, de acordo com três fontes familiarizadas com as negociações.

Autoridades governamentais de Canadá, Argentina e Brasil disseram à Reuters que esperam que o acordo seja concluído em 2026, com uma delas observando que as negociações estavam progredindo bem e poderiam ser concluídas antes de setembro.

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A fonte do governo argentino afirmou que o acordo deve ser assinado em setembro ou outubro, marcando cerca de um ano desde que as negociações foram formalmente reiniciadas.

4 – Trégua temporária no conflito no Irã

Ontem (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que estava interrompendo os ataques às usinas de energia do Irã por 10 dias, até 6 de abril, a pedido do governo iraniano, e afirmou que as negociações com Teerã estão indo “muito bem”.

Trump fez o comentário em uma postagem no Truth Social logo após ameaçar, durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, aumentar a pressão sobre o Irã se este não fizesse um acordo.

“As conversações estão em andamento e, apesar das declarações errôneas em contrário da Mídia Fake News e de outros, elas estão indo muito bem”, disse ele.

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A guerra, que já dura quase quatro semanas, interrompeu maciçamente o transporte marítimo de petróleo, fazendo com que os preços do produto subissem quase 40%. Os preços dos fertilizantes à base de nitrogênio, essenciais para a produção de alimentos, aumentaram em quase 50%.

5 – Petróleo acima de US$ 100

Os preços do petróleo engatam uma nova alta nesta sexta-feira, mesmo com a sinalização de trégua nos conflitos no Oriente Médio.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), os futuros do Brent sobem 2,34%, a US$ 104,27 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já os futuros do West Texas Intermediate (WTI) subiam 2,56%, a US$ 96,92 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

Os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para junho fecharam com avanço de 4,61%, a US$ 101,89 o barril, no ICE.

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Já os contratos do petróleo WTI para maio também registraram alta de 4,61%, a US$ 94,48 o barril, na Nymex.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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