Ibovespa avança com alívio da guerra no Oriente Médio; 5 coisas para saber antes de investir hoje (27)
O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta segunda-feira (27) com leve alta, em linha com o otimismo no exterior diante da trégua no conflito no Oriente Médio.
Na avaliação do analista Matheus Spiess, da Empiricus Research, a semana promete ser “recheada” com dados de inflação e mercado de trabalho, além dos balanços do segundo trimestre de Telefônica (VIVT3), TIM (TIMS3), Vale (VALE3) e Ambev (ABEV3).
Já no exterior, as atenções devem ficar voltadas para a decisão de política monetária nos Estados Unidos. Também há decisão de juros na Inglaterra e no Japão.
Segundo Spiess, em Wall Street, o foco dos investidores será o balanço das big techs, com os investimentos (capex) em inteligência artificial sendo um ponto relevante para a continuidade da tese de IA.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,09%, aos 174.198,54 pontos.
O dólar à vista opera em alta ante o real, na contramão do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,0928 (+0,23%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com leve recuo de 0,06%, aos 101.404 pontos,
- Day Trade: Day trade: Compre Cemig (CMIG4) e venda ALLOS (ALOS3) para ganhar até 1,43% hoje (27), segundo a Ágora
- Radar do Mercado: Petrobras (PETR4), Brava (BRAV3), Embraer (EMBJ3) e outros destaques desta segunda (27)
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (27)
1 – Relatório Focus
Pela quarta semana consecutiva, houve redução na estimativa para a inflação de 2026 pelos economistas consultados pelo Banco Central (BC) no Relatório Focus.
Para 2026, as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuaram de 5,15% para 5,12%. Para 2027, porém, a estimativa subiu de 4,20% para 4,22%. Já para 2028, a mediana avançou de 3,78% para 3,80%.
Já a taxa básica de juros, a Selic se manteve em 14% para 2026. As estimativas para o câmbio (R$ 5,20) e Produto Interno Bruto (PIB), de 1,99%, para este ano também foram mantidas.
2 – Pesquisa eleitoral BTG/Nexus
A nova pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 44% em um eventual segundo turno. Lula manteve o mesmo porcentual e o senador recuou um ponto porcentual, dos 43% obtidos no último levantamento, divulgado em 13 de julho.
Com os 4 pontos de diferença, ambos seguem empatados tecnicamente, no limite da margem de erro de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Neste cenário, nenhum/branco/nulo somariam 9% e 1% estaria indeciso ou não respondeu.
A rejeição a Lula saiu de 46% para 48% do eleitorado brasileiro e a de Flávio Bolsonaro permaneceu em 50%. O potencial de voto de Lula era de 52% e caiu para 50% e o de Flávio Bolsonaro variou de 47% para 46%.
A pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.004 pessoas entre sexta-feira (24) e este domingo (26) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-01489/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Durante o período do levantamento, entre sexta-feira (24) e este domingo (26), o PL realizou a convenção nacional que definiu Flávio Bolsonaro como candidato a presidente.
“Aqui está o sangue de Bolsonaro”, disse Flávio para os apoiadores. O presidente da Argentina, Javier Milei, participou do evento e realizou um discurso criticando o presidente Lula e declarando que Flávio Bolsonaro pode “salvar” o Brasil do socialismo.
3 – Inflação e mercado de trabalho
Na terça-feira (28), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a prévia da inflação de julho, o IPCA-15. Segundo a pesquisa Projeções Broadcast, a estimativa intermediária aponta desaceleração do IPCA-15 de 0,41% em junho para 0,21% em julho. Já no acumulado em 12 meses, a mediana indica desaceleração de 4,80% para 4,61%.
O alívio do índice deve partir da queda do grupo de alimentação, uma vez que a sazonalidade contribui para a queda de alimentos in natura.
Além disso, o mercado deve ficar de olho nos dados do mercado de trabalho que serão divulgados na quinta-feira (30), com a taxa de desemprego e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Nas últimas leituras, os indicadores apontaram sinais de fraqueza.
4 – Fed
Na quarta-feira (29), o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) divulga o resultado da decisão sobre política monetária, às 15h (horário de Brasília).
A despeito da melhora nos últimos dados inflacionários dos Estados Unidos em junho, o BC deve seguir atento para o conflito no Oriente Médio, que trouxe os preços do petróleo para a faixa dos US$ 100 na última semana.
A expectativa majoritária do mercado é de manutenção da taxa de juros no intervalo de 3,50% a 3,75% (66,3%). No entanto, para setembro, a aposta é de elevação nos juros norte-americanos (79,4%).
Além disso, o mercado deve avaliar se há mudanças ou não na forma de comunicação do Fed, como anteriormente sinalizado pelo novo presidente do BC dos EUA, Kevin Warsh.
5 – Trégua no Oriente Médio
No cenário externo, o foco do mercado está na trégua entre Estados Unidos e Irã, após duas semanas de troca de ataques, anunciado no fim de semana.
A mídia norte-americana, incluindo CNN, New York Times e Axios, informou que o presidente dos EUA, Donald Trump, suspendeu a campanha de ataques após ser aconselhado por importantes assessores militares e civis a não intensificar ainda mais a guerra que ele iniciou ao lado de Israel em fevereiro.
Os ataques dos EUA pararam na sexta-feira (24), enquanto o Irã anunciou a suspensão de novas ofensivas no domingo.
Apesar da aparente desescalada, o Irã afirmou nesta segunda-feira que mantém o controle do Estreito de Ormuz e que não pretende retomar as negociações de paz com os Estados Unidos.
Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro caíam 5%, a US$ 87,10 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro tinham recuo de 5,80%, a US$ 84,13 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
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*Com informações de Agência Brasil, Reuters e Estadão Conteúdo