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Ibovespa recua à espera de Fed e com tensão geopolítica; 5 coisas para saber antes de investir hoje (29)

29 jul 2026, 10:15 - atualizado em 29 jul 2026, 10:17
bolsa, B3, day trade
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta quarta-feira (29) em baixa, em linha com os pré-mercados de Wall Street, diante da nova rodada de tensões no Oriente Médio e espera pela decisão de juros nos Estados Unidos.

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Por volta de 10h11 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em baixa de 0,23%, aos 176.330,88 pontos.



O dólar à vista opera em queda ante o real, enquanto o desempenho da moeda é positivo no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1153 (-0,14%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava subia 0,045, aos 101.461 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (29)

1 – AtlasIntel/Bloomberg

a nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para a eleição presidencial 2026, que aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49,2% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 42,9% em um cenário de segundo turno entre ambos.

Com 6,3 pontos porcentuais de vantagem e margem de erro de 1 ponto porcentual, Lula segue na liderança isolada pela reeleição. Brancos e nulos e os eleitores que não souberam responder somaram 7,9%.

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O petista cresceu 0,4 ponto porcentual sobre os 48,8% do último levantamento, divulgado em 1º de julho. O pré-candidato do PL e filho de Jair Bolsonaro avançou 0,6 ponto ante os 42,3% da última pesquisa.

Em um questionário com a opção de múltiplos nomes, Flávio Bolsonaro, tem 52,9% de rejeição e Lula tem 49,4%.

A pesquisa foi realizada pelo recrutamento digital por meio da navegação de rotina na web com eleitores maiores de 16 anos. Foram 5.021 respondentes entre quarta-feira passada (22) e esta terça-feira (27), nos 26 estados e no Distrito Federal.

A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-08602/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

2 – Tarcísio lidera em SP

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Na disputa do governo do Estado de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera a corrida à reeleição com 41% das intenções de voto no primeiro turno, segundo pesquisa Genial/Quaest. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece em segundo lugar, com 26%.

Em um eventual segundo turno, repetindo o da eleição de 2022, Tarcísio aparece com 48% e Haddad com 32% das intenções de voto, com 11% de brancos, nulos e dos que declararam que não irão votar e 9% de indecisos.

Já para a presidência no segundo turno em São Paulo, Flávio Bolsonaro tem 40% contra 35% de Lula. O atual presidente teria 35% e Caiado 33% em um eventual segundo turno entre ambos. Contra Zema, o presidente teria 35% e o ex-governador mineiro, 34% e contra Renan Santos Lula venceria por 36% a 30%.

3 – Dados da Petrobras (PETR4)

A Petrobras (PETR4) registrou produção média de 3,336 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no segundo trimestre de 2026 (2T26), novo recorde para a companhia.

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O volume representa um crescimento de 3,4% em relação aos 3,225 milhões de boed produzidos no primeiro trimestre e uma alta de 14,1% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo o relatório de produção e vendas divulgado pela estatal.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento da eficiência operacional, pelo avanço da produção das plataformas Maria Quitéria, no campo de Jubarte; Alexandre de Gusmão, em Mero; e P-78, em Búzios. Também contribuiu o início das operações da P-79, oitava plataforma instalada no campo de Búzios.

4 – Fed

Hoje o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) divulga o resultado da decisão sobre política monetária, às 15h (horário de Brasília). A expectativa do mercado é de manutenção da taxa de juros no intervalo de 3,50% a 3,75%.

Segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group, 64,2% do mercado prevê que os juros sigam inalterados nesta reunião. Já na de setembro, 80,1% apostam em uma alta.

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O mercado deve avaliar se há mudanças ou não na forma de comunicação do Fed, como anteriormente sinalizado pelo novo presidente do BC dos EUA, Kevin Warsh, além do número de dissidências na decisão.

A economista do ASA Andressa Durão considera que a reunião de julho do Federal Reserve não deve trazer muita novidade, uma vez que os juros devem seguir inalterados e a expectativa é de que Warsh não sinalize os próximos movimentos da política monetária nos EUA.

“Imagino que o Fed iria preparar o terreno para uma alta de juros já nesta semana, o BC dos EUA deve subir na reunião de setembro e na reunião seguinte”, avalia Durão, que prevê duas altas de 0,25 ponto percentual neste ano.

5 – Irã volta a atacar

Na geopolítica, Estados Unidos e Irã retomaram as tensões no Oriente Médio, com a retomada de ataques de Teerã a países com bases militares dos EUA.

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Além disso, o Irã rejeitou uma proposta de Omã para estabelecer uma gestão conjunta do Estreito de Ormuz, por considerar que o plano “não tem qualquer chance de sucesso” e não atende aos interesses de Teerã, segundo informações divulgadas por canais da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês).

Em entrevista à Fox News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu retaliar duramente o Irã nesta quarta-feira, depois que as Forças Armadas dos EUA informaram ter interceptado vários mísseis balísticos lançados por Teerã contra as forças norte-americanas no Oriente Médio.

A entrevista por telefone não foi transmitida, mas um repórter da Fox resumiu a resposta de Trump.

Por volta de 10h08 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro subiam 5,85%, a US$ 86,88 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro tinham salto de 6,75%, a US$ 84,61 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

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*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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