Ibovespa salta e renova recorde histórico após BC confirmar corte na Selic; 5 coisas para saber antes de investir hoje (3)
O Ibovespa (IBOV) engata a segunda sessão do mês em forte alta com reação a ata da última decisão de política monetária no Brasil.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 1,28%, aos 185.141,24 pontos, na máxima nominal histórica. Só três ações caem.
O dólar à vista opera em queda ante o real e acompanha o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,2265 (-0,63%).
Day Trade:
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (3)
1 – Ata do Copom
O Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), confirmando o início do ciclo de corte de juros a partir de março. O documento, porém, reforça que o afrouxamento será cauteloso e sereno.
Segundo a ata, em um ambiente de inflação mais baixa e com sinais mais claros de transmissão da política monetária, a estratégia passa pela calibração do nível de juros. Na semana passada, o BC manteve a Selic em 15% ao ano, o maior patamar em duas décadas.
Na avaliação da economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória, a ata não trouxe grande novidades. “O Copom reconheceu a melhora do cenário externo e o processo de desaceleração da inflação corrente, o que abre espaço para o início do ciclo de flexibilização monetária”, afirmou ela.
O Inter mantém a expectativa de que o BC inicie ciclo de cortes com uma redução de 0,50 ponto percentual, “ritmo que deve ser mantido no cenário atual”.
2 – Diretoria do Banco Central
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que levou à consideração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva os nomes dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para assumirem as duas diretorias vagas do Banco Central.
Cavalcanti é membro do Trinity College da Universidade de Cambridge e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). Já Guilherme Mello é o atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Em entrevista à BandNews na manhã desta terça-feira, Haddad disse que os nomes foram apresentados a Lula há três meses e ressaltou que o presidente ainda está colhendo sugestões e não convidou ninguém até o momento.
A reunião de janeiro do Copom foi realizada por apenas sete dos nove membros, após a saída de Diogo Guillen da diretoria de Política Econômica e de Renato Gomes da diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, que tiveram mandatos encerrados em dezembro.
3 – Produção industrial
A produção industrial brasileira registrou queda de 1,2% em dezembro na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 0,4%.
As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de queda de 0,7% na variação mensal e de alta de 1,1% na base anual.
4 – Gás do Povo
Com o início das atividades, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (MP) que cria o Programa Gás do Povo, que prevê a gratuidade na recarga do botijão de GLP (gás de cozinha) de 13 kg em revendas credenciadas para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).
O programa deve atingir mais de 15 milhões de famílias, segundo o governo, inscritas no CadÚnico com renda familiar per capita mensal igual ou inferior a meio salário-mínimo.
O texto-base da proposta foi aprovado no início da noite por esmagadora maioria – 415 votos favoráveis e 29 contra –, dada a popularidade do tema e a proximidade do período eleitoral, em outubro.
5 – Acordo Mercosul na Câmara
Ainda ontem (2), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul deve ser votado pelo plenário da Casa na semana depois do Carnaval, a última de fevereiro.
O presidente anunciou a previsão de votação em plenário, pouco depois de confirmar o recebimento, pela Casa, do texto do acordo comercial enviado pelo Executivo.
A UE e o Mercosul – formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – assinaram o pacto comercial em 17 de janeiro, após 25 anos de negociações. Mesmo com a assinatura, o novo acordo precisa ser ratificado pelos Poderes Legislativos das partes envolvidas: o Parlamento Europeu e parlamentos de cada integrante do Mercosul.
*Com informações de Reuters