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Ibovespa salta e renova recorde histórico após BC confirmar corte na Selic; 5 coisas para saber antes de investir hoje (3)

03 fev 2026, 10:11 - atualizado em 03 fev 2026, 10:14
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) engata a segunda sessão do mês em forte alta com reação a ata da última decisão de política monetária no Brasil.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 1,28%, aos 185.141,24 pontos, na máxima nominal histórica. Só três ações caem. 



O dólar à vista opera em queda ante o real e acompanha o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,2265 (-0,63%).

Day Trade: 

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (3)

1 – Ata do Copom

O Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), confirmando o início do ciclo de corte de juros a partir de março. O documento, porém, reforça que o afrouxamento será cauteloso e sereno. 

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Segundo a ata, em um ambiente de inflação mais baixa e com sinais mais claros de transmissão da política monetária, a estratégia passa pela calibração do nível de juros. Na semana passada, o BC manteve a Selic em 15% ao ano, o maior patamar em duas décadas.

Na avaliação da economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória, a ata não trouxe grande novidades. “O Copom reconheceu a melhora do cenário externo e o processo de desaceleração da inflação corrente, o que abre espaço para o início do ciclo de flexibilização monetária”, afirmou ela.

O Inter mantém a expectativa de que o BC inicie ciclo de cortes com uma redução de 0,50 ponto percentual, “ritmo que deve ser mantido no cenário atual”.

2 – Diretoria do Banco Central

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que levou à consideração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva os nomes dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para assumirem as duas diretorias vagas do Banco Central.

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Cavalcanti é membro do Trinity College da Universidade de Cambridge e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). Já Guilherme Mello é o atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

Em entrevista à BandNews na manhã desta terça-feira, Haddad disse que os nomes foram apresentados a Lula há três meses e ressaltou que o presidente ainda está colhendo sugestões e não convidou ninguém até o momento.

A reunião de janeiro do Copom foi realizada por apenas sete dos nove membros, após a saída de Diogo Guillen da diretoria de Política Econômica e de Renato Gomes da diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, que tiveram mandatos encerrados em dezembro.

3 –  Produção industrial

A produção industrial brasileira registrou queda de 1,2% em dezembro na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

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Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 0,4%.

As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de queda de 0,7% na variação mensal e de alta de 1,1% na base anual.

4 – Gás do Povo

Com o início das atividades, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (MP) que cria o Programa Gás do Povo, que prevê a gratuidade na recarga do botijão de GLP (gás de cozinha) de 13 kg em revendas credenciadas para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).

O programa deve atingir mais de 15 milhões de famílias, segundo o governo, inscritas no CadÚnico com renda familiar per capita mensal igual ou inferior a meio salário-mínimo.

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O texto-base da proposta foi aprovado no início da noite por esmagadora maioria – 415 votos favoráveis e 29 contra –, dada a popularidade do tema e a proximidade do período eleitoral, em outubro.

5 – Acordo Mercosul na Câmara

Ainda ontem (2), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul deve ser votado pelo plenário da Casa na semana depois do Carnaval, a última de fevereiro.

O presidente anunciou a previsão de votação em plenário, pouco depois de confirmar o recebimento, pela Casa, do texto do acordo comercial enviado pelo Executivo.

A UE e o Mercosul – formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – assinaram o pacto comercial em 17 de janeiro, após 25 anos de negociações. Mesmo com a assinatura, o novo acordo precisa ser ratificado pelos Poderes Legislativos das partes envolvidas: o Parlamento Europeu e parlamentos de cada integrante do Mercosul.

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*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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