Mercados

Ibovespa tomba mais de 3% com escalada das tensões no Oriente Médio; 5 coisas para saber antes de investir hoje (3)

03 mar 2026, 10:11 - atualizado em 03 mar 2026, 10:16
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

A incerteza sobre o conflito no Irã continua a pressionar os mercados internacionais, mas o Ibovespa (IBOV) começa mais um dia em tom negativo.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com tombo de 3,08%, aos 183.472,30 pontos. 



O dólar à vista opera em alta ante o real e acompanha o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,2445 (+1,52%).

Mais cedo, o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, atingou a máxima intradia em quase sete semanas, aos 99,38 pontos.

Radar do Mercado: 

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Day Trade: 

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (3)

1 – Economia brasileira

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 (4T25). O crescimento econômico acumulado em um ano, por sua vez, foi de 2,3% frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores, em linha com o esperado.

Segundo a mediana das projeções do Broadcast, a expectativa era de um crescimento de 0,1% no quarto trimestre e de 2,3% no ano.

Na avaliação de Rodolfo Margato, economista da XP, destacou que o crescimento do PIB veio de setores menos sensíveis ao ciclo econômico: agropecuária – que registrou expansão acima do esperado contra a expectativa de queda – e a indústria extrativa, que também seguiu em crescimento ascendente, na leitura dele.

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“Os dois setores que tiveram papel protagonista no crescimento do PIB em 2025. Sem o setor agropecuário e da indústria extrativista, a expansão total da economia no ano passado teria sido menor, de 1,3%”, afirmou.

2 – Conflito no Irã

O conflito no Irã entra em seu quarto dia nesta terça-feira (3), com o mercado renovando as preocupações sobre a duração dos ataques.

No sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, em uma ofensiva que, segundo o presidente Donald Trump, visa destruir o programa nuclear iraniano e enfraquecer o regime no poder.

Desde então, o conflito se expandiu para outros países da região. Na noite de segunda-feira (2), Israel iniciou nova onda de ataques contra Irã e Líbano, neste último mirando alvos do Hezbollah, grupo apoiado por Teerã. O Irã, por sua vez, continua lançando mísseis contra países vizinhos aliados dos EUA.

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Ontem, o presidente norte-americano Donald Trump chegou a afirmar que os ataques ao país persa devem durar entre quatro e cinco semanas, mas com “capacidade para prolongar por muito mais tempo”, em coletiva de imprensa.

Já hoje, Trump disse que Teerã quer dialogar, mas é “tarde demais”.

3 – Petróleo acima de US$ 85 o barril

Os preços do petróleo seguem pressionados pelo crescente conflito no Oriente Médio. Na manhã desta terça-feira, a commodity chegou a disparar mais de 9%, ultrapassando o patamar de US$ 85 o barril, atingindo a máxima de US$ 85,10.

O aumento ocorre após um comandante da Guarda Revolucionária Islâmica declarar que o Estreito de Ormuz, principal rota global de escoamento de petróleo bruto, estaria fechado e ameaçar incendiar navios que tentassem atravessá-lo.

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Entre os pregões de ontem e hoje, o petróleo acumula alta de 14%.

Por volta de 10h (horário de Brasília), o Brent subia 6,3%, a US$ 82,63, negociado na International Exchange (ICE) em Londres. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), negociado nos Estados Unidos, registrava ganho de 6,1%, a R$ 75,60, no mesmo horário.

4 – Impactos na Petrobras

A Petrobras (PETR4) não costuma repassar volatilidades repentinas ao mercado interno, disse à Reuters a CEO da estatal, Magda Chambriard, comentando sobre o conflito dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

“A Petrobras historicamente não repassa volatilidades repentinas”, disse Chambriard, ressaltando que a empresa vem acompanhando os desdobramentos do conflito.

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Ontem (2), quatro pessoas com conhecimento das avaliações sobre a situação disseram à Reuters que a companhia monitora de perto os desdobramentos do conflito e prevê uma semana de observação no mercado de petróleo, que disparou nesta segunda-feira, antes de uma eventual decisão sobre preços de combustíveis.

Também na segunda-feira, os futuros do petróleo Brent subiram até 13%, para US$ 82,37 por barril, o maior valor desde janeiro de 2025, antes de encerrarem as negociações com alta de 6,7%, a US$ 77,74, ajudando a impulsionar as ações da Petrobras, que também é exportadora da commodity.

Os papéis ordinários da estatal, sob o ticker PETR3 encerraram o pregão de ontem com avanço de 4,63%, a R$ 44,71 e os papéis preferenciais, PETR4, subiram 4,58%, a R$ 41,13.

5 – Efeitos do conflito na economia brasileira

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira que a economia brasileira está em um bom momento e não deve ser afetada pelo conflito dos Estados Unidos e Israel contra o Irã se a crise não se estender.

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“A escalada do conflito vai determinar muita coisa. Agora, a economia brasileira está em um momento muito bom de atração de investimento. Então, mesmo que haja uma turbulência de curto prazo, ela não deve impactar as variáveis macroeconômicas”, afirmou em entrevista a jornalistas antes de um evento na Universidade de São Paulo (USP).

Haddad disse ainda que a pasta acompanhará os desdobramentos do conflito com cautela e adotará medidas se necessário.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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