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Ibovespa salta quase 2% e acompanha exterior de olho no conflito no Oriente Médio; 5 coisas para saber antes de investir hoje (31)

31 mar 2026, 10:14 - atualizado em 31 mar 2026, 10:20
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) tenta reduzir as perdas do mês de março nesta terça-feira (31), apoiado pela melhora do apetite ao risco do investidor no exterior e à espera de dados do mercado de trabalho no Brasil e nos EUA.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 1,77%, aos 185.749,10 pontos.

Apesar da forte alta, o Ibovespa caminha para uma queda de 3% em março.



O dólar à vista opera em queda ante o real, acompanhando o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda caía a R$ 5,2308 (-0,34%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha queda de 0,29%, aos 100,215 pontos.

Day Trade:

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Radar do mercado:

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (31)

1 – Eleições presidenciais

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi anunciado nesta segunda-feira como o nome do PSD para concorrer à Presidência da República em outubro.

“A polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada? Sim, pode. Por alguém que não é ali parte dela”, disse Caiado.

“E é o que eu pretendo fazer chegando à Presidência”, acrescentou o governador, prometendo como primeiro ato, caso assuma o Planalto, uma “anistia ampla, geral e irrestrita”, num aceno aos simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), que até a semana passada disputava com Caiado e com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o direito de concorrer ao Palácio do Planalto pelo partido.

Ainda não foi aberto o prazo oficial para o registro das candidaturas.

2 – Contas públicas

A dívida pública bruta do país como proporção do PIB aumentou 0,5 ponto percentual em fevereiro, para 79,2%, informou o Banco Central.

No mês, o setor público registrou um resultado negativo de R$ 16,388 bilhões, abaixo do déficit de R$ 25 bilhões previsto por economistas em pesquisa da Reuters. No acumulado em 12 meses, o saldo primário foi negativo em R$ 52,843 bilhões, o equivalente a 0,41% do Produto Interno Bruto (PIB).

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3 – Caged do trimestre

O mercado aguarda novos dados do mercado de trabalho.

Segundo a Projeções Broadcast, a mediana do mercado indica criação líquida de 269 mil vagas com carteira assinada no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de fevereiro, sinalizando retomada de contratações após as demissões de final de ano. As estimativas para esta leitura, todas de abertura, variam de 200 mil a 353.435 vagas.

Já a projeção intermediária é de abertura líquida de 1,050 milhão de vagas no Caged em 2026. As expectativas variam de 680 mil a 1,376 milhão de vagas. A sazonalidade favorável deve sustentar a contratação de vagas formais em fevereiro.

4 – Subvenção ao diesel

Os Estados começaram a anunciar adesão à política de subsídio à importação de diesel, anunciada pelo governo federal no início do mês na tentativa de conter os preços dos combustíveis em meio a escalada dos preços do petróleo no mercado internacional.

A proposta articulada pelo Ministério da Fazenda prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro, durante o período de dois meses, dos quais R$ 0,60 serão bancados pela União e outros R$ 0,60 pelos Estados.

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Sergipe e Rio Grande do Sul anunciaram na noite de ontem (30) que vão participar do programa. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), indicou a adesão à iniciativa, em evento. As informações são da Folha de S.Paulo.

5 – Conflito no Irã

Nesta terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu aos países que não ajudaram os EUA em seus ataques coordenados contra o Irã e que agora não conseguem obter combustível para aviação que comprem petróleo norte-americano e vão até o Estreito de Ormuz e “simplesmente o tomem”.

Trump destacou Reino Unido e França como países que não colaboraram na guerra de um mês que abalou os mercados globais, elevou os preços da energia e levou o Irã a praticamente bloquear o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz.

“A todos esses países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, tenho uma sugestão para vocês: Número 1, comprem dos EUA, temos bastante, e Número 2, criem coragem, vão até o Estreito e simplesmente o tomem”, disse Trump em uma publicação no Truth Social.

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Além disso, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que os próximos dias no conflito serão decisivos. “Temos cada vez mais opções, e eles têm menos. Em apenas um mês estabelecemos os termos, os próximos dias serão decisivos”, afirmou Hegseth. “O Irã sabe disso, e não há quase nada que eles possam fazer militarmente a respeito.”

Mais cedo, Teerã atacou e incendiou um navio petroleiro totalmente carregado ao largo de Dubai.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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