Ibovespa recua e se afasta dos recordes com balanço de Santander (SANB11); 5 coisas para saber antes de investir hoje (4)
O Ibovespa (IBOV) inicia a terceira sessão do mês com leve queda após a divulgação do balanço do Santander Brasil, após renovar os recordes intradia e de fechamento na véspera (3).
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com queda de 0,01%, aos 185.664,42 pontos.
O dólar à vista opera em queda ante o real e acompanha o desempenho da moeda no exterior. Às 10h40, a moeda norte-americana caía a R$ 5,2266 (-0,02%).
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (4)
1 – Balanço do Santander Brasil
O Santander (SANB11) abriu a temporada de resultados dos grandes bancos com lucro líquido gerencial de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, uma alta de 6% em relação ao mesmo período de 2024, segundo documento enviado ao mercado na manhã desta quarta-feira.
O valor ficou dentro do esperado pelo consenso apontado pela Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 4 bilhões.
No acumulado do ano, o lucro líquido foi de R$ 15,6 bilhões, uma alta de 12,6% no período.
Já o retorno sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês), número olhado de perto por analistas, terminou o período em 17,6%, alta de 0,1 ponto percentual relação ao mesmo período do ano passado e estável em relação ao trimestre passado.
2 – Eleições 2026
Segundo pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro avançou nas intenções de voto e agora aparece tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um cenário de segundo turno das eleições de 2026.
O levantamento aponta que Lula tem 45,8% das intenções de voto, contra 41,1% de Flávio Bolsonaro. Considerando a margem de erro de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão empatados.
Em janeiro, a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro era maior: o petista aparecia com 46,2%, enquanto o senador tinha 36%.
O avanço de Flávio ocorre em um momento de leve piora na avaliação do governo Lula. De acordo com a mesma pesquisa, 51,4% dos brasileiros desaprovam a forma como o presidente conduz o país, enquanto 46,6% aprovam.
3 – Rali do ouro
O contrato mais líquido do ouro fechou com forte valorização nesta terça-feira (3) retomando a trajetória de alta após duas sessões consecutivas no vermelho. Investidores mantêm no radar o risco geopolítico, bem como expectativas macroeconômicas nos EUA e o futuro do Federal Reserve.
Em análise, o Deutsche Bank avalia que, apesar da recente queda, o preço do metal precioso pode seguir trajetória de alta e atingir a marca de US$ 6 mil por onça-troy, já que os fatores que fornecem suporte aos preços do ouro “continuam positivos”.
“As condições não parecem propícias para uma reversão sustentada nos preços do ouro”, escreveu em análise.
4 – Fim do shutdown nos EUA
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (3), por uma pequena margem de votos, um acordo bipartidário que deve encerrar a paralisação parcial do governo norte-americano e o enviou ao presidente Donald Trump para ser sancionado.
A legislação deve restaurar o financiamento já expirado para as áreas de defesa, saúde, trabalho, educação, habitação e outras agências, e prorrogar temporariamente o financiamento do Departamento de Segurança Interna enquanto parlamentares negociam possíveis mudanças na aplicação da lei de imigração.
O financiamento para essas agências expirou no sábado, já que o Congresso não agiu a tempo para evitar a paralisação, que não resultou em grandes interrupções nos serviços governamentais.
5 – Miran, do Fed, renuncia
Ontem, diretor do Federal Reserve Stephen Miran renunciou ao cargo de chefe do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, informou um porta-voz da Casa Branca.
Miran estava afastado do cargo no conselho desde que o presidente Donald Trump o nomeou no ano passado para preencher uma vaga inesperada na diretoria do Fed.
“Prometi ao Senado que, se permanecesse na diretoria após janeiro, deixaria formalmente o conselho”, disse Miran em sua carta de renúncia datada desta terça-feira e vista pela Reuters. “Acredito que é importante manter minha palavra enquanto continuo a desempenhar a função no Federal Reserve para a qual você e o Senado me nomearam.”
Embora seu mandato como diretor tenha expirado, Miran pode continuar no cargo atual até que um sucessor seja confirmado pelo Senado.
*Com informações de Reuters e do Estadão Conteúdo