Ibovespa opera próximo da estabilidade com balanços e exterior; 5 coisas para saber antes de investir hoje (6)
O Ibovespa (IBOV) inicia a sessão próximo da estabilidade com o foco concentrado no exterior, em meio às negociações entre os Estados Unidos e Irã e proximidade das eleições no Japão.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com leve alta de 0,05%, aos 182.211,17 pontos, na máxima nominal histórica. Só três ações caem.
O dólar à vista opera em queda ante o real e acompanha o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,2387 (-0,28%).
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (6)
1 – Saques na Poupança
A caderneta de poupança registrou saques líquidos de R$ 23,512 bilhões em janeiro, iniciando 2026 com o maior volume de retiradas em um ano, segundo dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira. O resultado foi menor do que o registrado em janeiro do ano passado, quando a poupança teve R$ 26,226 bilhões em saques.
No primeiro mês do ano, houve um saldo negativo de R$ 18,807 bilhões no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto a poupança rural teve saques líquidos de R$ 4,705 bilhões, no maior volume desde janeiro de 2025.
A rentabilidade atual da caderneta de poupança é dada pela taxa referencial (TR) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês. Esta fórmula vale enquanto a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano – a taxa básica de juros está atualmente em 15% ao ano.
2 – Expectativas da Fazenda
Nesta sexta-feira, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou ligeiramente para baixo sua projeção para o crescimento econômico em 2026, revendo para cima a estimativa para a inflação ao consumidor no ano.
Relatório da SPE projetou a alta do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano em 2,3%, abaixo dos 2,4% estimados em novembro. A pasta ainda elevou de 2,2% para 2,3% a previsão de crescimento da atividade em 2025, dado que será oficializado pelo IBGE apenas em março.
Com relação à inflação, a secretaria estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2026 em 3,6%, contra 3,5% antes.
3 – Acordo Mercosul-China
Depois da assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), o Brasil está considerando pela primeira vez promover um acordo comercial parcial entre o Mercosul e a China, disseram altos funcionários do governo brasileiro à Reuters.
O Brasil há muito tempo veta negociações formais com Pequim para proteger os fabricantes nacionais do aumento das importações chinesas. Mas, como Pequim busca laços comerciais mais profundos e os Estados Unidos impuseram ondas de tarifas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está agora reconsiderando essa postura.
Outro funcionário brasileiro diretamente envolvido nas negociações internas do Mercosul disse que o bloco poderia avançar em barreiras não tarifárias, como cotas de importação, procedimentos alfandegários e regulamentos de saúde e segurança, o que por si só criaria aberturas significativas no mercado chinês.
4 – Negociações entre EUA e Irã
Hoje, Irã e Estados Unidos iniciaram negociações de alto risco, com a mediação de Omã, para tentar superar as diferenças acentuadas sobre o programa nuclear de Teerã, mas uma disputa sobre a ampliação da agenda ameaçou inviabilizar a diplomacia e desencadear outro conflito no Oriente Médio.
Uma autoridade iraniana disse à Reuters que as negociações não haviam começado oficialmente, embora as exigências do Irã tivessem sido transmitidas aos EUA por meio de Omã.
A fonte afirmou que as negociações indiretas “possivelmente” começariam após uma reunião entre o principal negociador dos EUA e o ministro das Relações Exteriores de Omã. Conversas anteriores entre Irã e EUA adotaram uma abordagem de diplomacia itinerante.
O Irã afirmou que quer que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, e o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, discutam apenas a questão nuclear na capital de Omã, Mascate. Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump, que ajudou a mediar as negociações de cessar-fogo em Gaza, também deve participar das discussões.
5 – Eleições antecipadas no Japão
Os japoneses vão às urnas no próximo domingo (8) para eleger 465 representantes da Câmara. Esse será o primeiro teste eleitoral da primeira-ministra, Sanae Takaichi, que assumiu em outubro de 2025.
Com alto índice de popularidade, Takaichi dissolveu a Câmara e convocou novas eleições. Ontem (5), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a primeira-ministra japonesa tem seu “total apoio”, acrescentando que eles devem se encontrar em 19 de março na Casa Branca.
“A primeira-ministra Takaichi é alguém que merece um grande reconhecimento pelo trabalho que ela e sua coalizão estão fazendo”, disse Trump em uma postagem no Truth Social.
“Portanto, como presidente dos Estados Unidos da América, é uma honra para mim dar meu apoio total e completo a ela e ao que sua altamente respeitada coalizão representa.”
*Com informações de Reuters