Ibovespa salta 2% e renova máxima histórica com trégua no Oriente Médio; 5 coisas para saber antes de investir hoje (8)
O Ibovespa (IBOV) inicia as negociações desta quarta-feira (8) com ganho de mais de 5 mil pontos nos primeiros minutos do pregão com o forte apetite ao risco após o anúncio de cessar-fogo temporário no Oriente Médio.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 2,71%, aos 193.368,04 pontos, em nova máxima histórica intradia.
O dólar à vista opera em forte queda ante o real, na contramão do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda caía a R$ 5,0696 (-1,66%), na mínima intradia. Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha recuo de 1,27%, aos 98,587 pontos.
Day Trade:
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (8)
1 – Pesquisa eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 40,4% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 37%, segundo pesquisa Meio/Ideia publicada nesta quarta-feira (8).
O resultado significa que os dois estão empatados tecnicamente na corrida das eleições presidenciais de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.
A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500 pessoas entre a última sexta-feira (3) e esta terça-feira (7). O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00605/2026.
- LEIA MAIS: Lula tem 40,4% e Flávio Bolsonaro, 37%, em cenário de 1º turno, mostra pesquisa Meio/Ideia
2 – IGP-DI de março
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 1,14% em março, deixando para trás a queda de 0,84% no mês anterior, uma vez que tanto os preços ao produtor quanto ao consumidor voltaram a subir em meio aos efeitos do conflito no Oriente Médio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O resultado ficou praticamente em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 1,12% e levou o índice a acumular em 12 meses queda de 1,30%.
“O IGP-DI de março marca o primeiro mês em que os índices passam a incorporar, de forma mais clara, os efeitos diretos e indiretos do conflito no Oriente Médio”, destacou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
3 – Cessar-fogo no Oriente Médio
Na noite de ontem (7), os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas, suspendendo uma guerra de seis semanas que matou milhares de pessoas.
“Este será um CESSAR-FOGO de dupla face!”, Trump escreveu em sua plataforma Truth Social. “A razão para fazer isso é que já atingimos e excedemos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em relação a um acordo definitivo sobre a PAZ de longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio”, disse o presidente norte-americano, Donald Trump, em um publicação na Truth Social.
Duas autoridades da Casa Branca confirmaram que Israel também concordou com o cessar-fogo de duas semanas e com a suspensão de sua campanha de bombardeio contra o Irã.
Já nesta quarta-feira, Trump declarou que os EUA trabalharão em “estreita colaboração com o Irã”, que, segundo ele, passou por uma mudança de regime que será muito produtiva. Ele ainda disse que segue avaliando o alívio de tarifas e sanções com o país persa.
4 – Estreito de Ormuz
Um dos pontos do acordo de cessar-fogo é a reabertura do Estreito de Ormuz.
Nesta quarta-feira, o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que a passagem pelo Estreito seria permitida com uma supervisão militar iraniana.
A trégua permite que tanto o Irã quanto Omã cobrem taxas de navios que transitam pela região, segundo um oficial que falou sob condição de anonimato. O Irã usaria o dinheiro arrecadado para a reconstrução do país após a guerra. Fonte: Associated Press.
5 – Petróleo despenca e volta a operar abaixo de US$ 100
Os preços do petróleo despencam com a reabertura do Estreito de Ormuz, que faz parte do acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã por duas semanas.
Nesta manhã, por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho recuavam 0,45%, a US$ 109,27 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio tinham queda de 0,48%, a US$ 112,95 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters