Ibovespa ignora IPCA acima do esperado e sobe com ‘trade Flávio’; 5 coisas para saber antes de investir hoje (9)
Nesta sexta-feira (9), o Ibovespa (IBOV) estende os ganhos da véspera com o crescente otimismo de uma mudança no governo reforçado por pesquisas eleitorais apontando vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno à Presidência. Dados de inflação ficam em segundo plano.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha alta de 0,91%, aos 207.093,20 pontos e apenas sete ações operavam em queda.
Na semana, o IBOV caminha para alta de mais de 7%.
Já o dólar à vista operava em queda ante o real, na contramão do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,0022 (-0,44%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,19%, aos 102.323 pontos.
Na próxima segunda-feira (12), os mercados permanecem fechados por feriado de Nossa Senhora Aparecida.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (9)
1 – Flávio na liderança
Os investidores locais acompanham as primeiras pesquisas de intenção de votos da corrida presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ontem (8), no início da noite, Flávio apareceu na liderança, com 49%, contra 45% do presidente Lula, na primeira pesquisa do Instituto Datafolha para o segundo turno das eleições presidenciais. O cenário é de empate técnico no limite da margem de erro de 2 pontos porcentuais.
- CONFIRA OS NÚMEROS: Pesquisa Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 49% e Lula, 45%, no segundo turno
Já a AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta manhã, também mostrou o senador na liderança, com 51,1%, contra 45,7% de Lula.
2 – Inflação acima do esperado
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,82% em setembro, acima da expectativa do mercado e após um recuo de 0,32% no mês anterior.
No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,58% — acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, a energia elétrica residencial saltou 7,98%, sendo o principal impacto individual no índice do mês (0,32 p.p);
3 – Trump alivia tensões
Ontem, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o país não atacará o Irã antes das eleições de meio mandato do próximo mês. Segundo ele, Washington estava tendo “discussões produtivas” com Teerã.
A agência de notícias iraniana Tasnim também informou que Teerã está analisando a resposta dos EUA à sua proposta de reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias, citando declarações do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi.
Na véspera, a revista The Atlantic noticiou que a Casa Branca pediu ao Pentágono que elaborasse opções de ataque contra o Irã antes das eleições de meio de mandato.
4 – Petróleo perde força
Os preços do petróleo recuam após comentários de Trump sobre negociações com o Irã.
Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para dezembro caía 0,76%, a US$ 103,49 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para novembro tinha queda de 0,07%, a US$ 91,43 o barril, no mesmo horário.
5 – Minério de ferro nas mínimas
Os preços do minério de ferro ampliaram sua queda nesta sexta-feira, atingindo os níveis mais baixos em vários meses, pressionados pelo fraco consumo de aço e pela expectativa de aumento da oferta desse importante insumo para a siderurgia.
O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian, na China, fechou o pregão diurno com queda de 1,16%, a 682,5 yuanes (US$ 101,93) por tonelada métrica, seu menor nível desde 9 de abril de 2025.
Na véspera, a commodity registrou queda de mais de 3%, o primeiro dia útil após o feriado de uma semana na China.
O desempenho do minério de ferro impacta diretamente os números das mineradoras brasileiras, entre elas Vale (VALE3).
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*Com informações de Reuters