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Ibovespa abre em queda de olho na disparada do petróleo e tensões no Irã; 5 coisas para saber antes de investir hoje (9)

09 mar 2026, 10:19 - atualizado em 09 mar 2026, 10:19
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) abre em leve, seguindo o exterior, acompanhando a disparada do petróleo e a aversão a risco com o avanço das tensões no Irã.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com queda de 0,26%, aos 178.901,52 pontos. 



O dólar à vista opera em queda ante o real e destoa do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,2249 (-0,36%).

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (9)

1 – Boletim Focus

Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) voltaram a elevar as projeções para a Selic em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (9), diante dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

As previsões para a taxa de juros brasileira passaram de 12% para 12,13%, enquanto que para 2027, 2028 e 2029, são de 10,50%, 10% e 9,50%, respectivamente.

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Já as expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 se mantiveram inalteradas em 3,91%, após IPCA-15 mais forte do que o esperado. Para 2027, houve uma alta de 3,79% para 3,80%; nos dois anos seguintes seguem estáveis: 3,50% em 2028; e 3,50% em 2029.

A aposta para o câmbio, por sua vez, apontam um dólar cotado a R$ 5,41 ao fim deste ano, ante os R$ 5,42 da projeção anterior. Para 2027 e para 2029 também se mantiveram em R$ 5,50. Para 2029 houve uma queda na projeção de R$ 5,52 para R$ 5,50.

Já a projeção para o crescimento da economia não sofreu alterações. O mercado espera que o Produto Interno Bruto (PIB) expanda 1,82% em 2026 e 1,80% em 2027. Para os dois anos seguintes, é esperado alta de 2%.

2 – Eleições 2026

Pesquisa Realtime/Bigdata realizada com eleitores do Estado de São Paulo sobre a disputa presidencial de outubro deste ano mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na liderança das intenções de voto, com 38%, contra 34% do presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Ratinho Jr. (PSD) pontua 9% e Romeu Zema (Novo) 4%. Brancos e nulos somam 5% e não sabem ou não responderam 6%.

No cenário com Eduardo Leite (PSD), que tem 5% das intenções de voto, Flávio pontua 39% e Lula 35% no Estado de São Paulo; Romeu Zema soma 5%. Quando o candidato do PSD é Ronaldo Caiado, que aparece com 6% das intenções de voto no Estado, Flávio pontua 39%, Lula 35% e Zema 4%.

No quesito rejeição, Lula lidera a mostra em São Paulo com 49%, seguido de Flávio com 45%, Eduardo Leite 26%, Caiado 25%, Ratinho Jr 24% e Zema 23%.

3 – Conflito no Irã

Na segunda semana de conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, o Iraque anunciou que a produção nos seus principais campos petrolíferos do sul caiu 70%, para apenas 1,3 milhão de barris por dia, já que o país não consegue exportar petróleo pelo Estreito de Ormuz devido à guerra com o Irã, disseram três fontes do setor neste domingo.

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A produção dos campos estava em torno de 4,3 milhões de bpd antes da guerra.

“O armazenamento de petróleo bruto atingiu a capacidade máxima e a produção restante após o grande corte será usada para abastecer as refinarias do país”, disse um funcionário da estatal Basra Oil Company (BOC), que gerencia as operações de produção e exportação dos campos do sul.

4 – Disparada do petróleo

Os preços do petróleo dispararam para mais de US$ 119 por barril nesta segunda-feira, atingindo o seu maior nível desde meados de 2022, à medida que alguns dos principais produtores mundiais cortaram o fornecimento e temores de interrupções prolongadas no transporte marítimo dominaram o mercado devido à guerra crescente entre os EUA e Israel com o Irã.

Por volta das 10h (horário de Brasília), o petróleo Brent subia 11,58%, a US$ 103,42 por barril, enquanto os preços do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA avançavam 11,34%, a US$ 101,21.

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Em uma sessão turbulenta, o Brent chegou a atingir mais cedo US$ 119,50 por barril, no maior salto de preço absoluto em um único dia, enquanto o WTI alcançou US$ 119,48 por barril.

5 – Irã desafia os EUA

O Irã nomeou Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como sucessor do ex-líder supremo nesta segunda-feira. A decisão sinaliza que a linha dura continua firmemente no comando e parece fechar qualquer caminho para um fim rápido da guerra no Oriente Médio.

Khamenei, de 56 anos, um clérigo xiita com forte influência nas forças de segurança e em seu vasto império empresarial, foi declarado inaceitável pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que exigiu a rendição incondicional do Irã.

O sistema político do Irã se uniu em torno do novo líder supremo, com políticos e instituições emitindo promessas de lealdade com palavras fortes. Foram anunciadas procissões públicas para fazer votos de lealdade ainda na segunda-feira.

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“Obedeceremos ao comandante-chefe até a última gota de nosso sangue”, disse um comunicado do conselho de defesa.

O pai de Mojtaba, o líder supremo Ali Khamenei, foi morto em um dos primeiros ataques contra o Irã há mais de uma semana.

Mojtaba era visto como um dos favoritos antes da votação de domingo pela Assembleia de Especialistas, um órgão de 88 clérigos encarregado de escolher o novo líder supremo, que tem a palavra final em todas as questões de Estado.

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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