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Ibovespa acompanha cautela de Wall Street e fecha em queda, mas Petrobras (PETR4) limita perdas; dólar cai a R$ 5,24

06 mar 2026, 18:12 - atualizado em 06 mar 2026, 18:28
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) teve mais um dia de perdas com pressão do exterior, em meio à crescente tensão no conflito no Irã. As perdas do pregão, porém, foram limitadas pela disparada do petróleo e por balanços corporativos.

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Nesta sexta-feira (6), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com recuo de 0,61%, aos 179.364,82 pontos. No acumulado dos últimos cinco pregões, o Ibovespa caiu 5%. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2438, com queda de 0,82%. Na semana, a divisa acumulou valorização de 2,14% ante o real. 

As atenções continuaram concentradas no exterior. Por aqui, os investidores reagiram, ainda que em segundo plano, a dados domésticos.

Entre eles, a produção industrial brasileira registrou alta de 1,8% em janeiro na comparação com o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a produção subiu 0,2%. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 0,7% na variação mensal e de queda de 0,7% na base anual.

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Os investidores também operaram na expectativa pela pesquisa de intenção de voto Datafolha.

Altas e quedas do Ibovespa

As ações da Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do Ibovespa, concentraram as atenções dos investidores. Os papéis PETR3 e PETR4 fecharam com alta de 5%, entre as maiores altas do principal índice da bolsa brasileira, em reação ao balanço do quarto trimestre (4T25), ao anúncio de dividendos e à disparada do petróleo.

PETR4 também figurou como a ação mais negociada na B3 com 109,2 mil negócios e giro financeiro de R$ 3,5 bilhões.

Com a forte movimentação, a estatal superou R$ 580,1 milhões em valor de mercado pela primeira vez na história

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Entre outubro e novembro, a petroleira registrou lucro líquido de R$ 15,6 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 16,9 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. Na comparação com o terceiro trimestre, porém, o resultado representa uma queda significativa frente aos R$ 32,8 bilhões apurados.

A companhia também anunciou a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao período e acenou, durante a teleconferência de resultados, a retomada do pagamento de dividendos extraordinários.

A ponta positiva, porém, foi liderada por Brava Energia (BRAV3) e Prio (PRIO3), com apoio do petróleo. O contrato futuro do Brent fechou com alta de 8,52%, a US$ 92,69 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Vamos (VAMO3), com queda de 7,8%. A forte desvalorização deve-se ao anúncio do aumento de capital bilionário da controladora Simpar (SIMH3) e que deve abranger as subsidiárias Vamos e Movida (MOVI3) – o que deve resultar em diluição de participação dos atuais acionistas.

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Exterior 

Os índices de Wall Street tiveram mais um dia de perdas com temor de novos impactos inflacionários, resultantes do conflito no Irã e disparada do petróleo.

O mercado também reagiu ao relatório oficial de empregos norte-americano, pior do que o esperado. O payroll apontou o corte de 92 mil vagas de emprego em fevereiro, ante a expectativa de criação de 55 mil vagas no período. A taxa de desemprego também subiu de 4,3% para 4,4% no mês. Os dados de janeiro e dezembro também foram revisados para baixo.

Em reação, o mercado passou precificar a retomada de corte nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) a partir de julho, com uma redução inicial de 0,25 pontos-base. Antes do dado, a aposta majoritária era de que o BC voltaria a adotar a política de afrouxamento monetária apenas em setembro.

Do lado geopolítico, o presidente Donald Trump, que coordenou ataques ao país persa com Israel desde o último sábado (28), exigiu a “rendição incondicional” do Irã.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -1,61%, aos 47.954,74 pontos;
  • S&P 500: -0,56%, aos 6.830,71 pontos; 
  • Nasdaq: -0,26%, aos 22.748,98 pontos.

Na Europa, os principais índices encerraram em forte queda, ainda pressionados pelas incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 1,02%, aos 509,69 pontos, no menor nível em dois meses.

Na Ásia, os índices fecharam em alta, em recuperação das perdas recentes. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,62%, aos 55.620,84 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,72%, aos 25.757,29 pontos. 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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