Mercados

Ibovespa sobe após Trump sinalizar fim próximo do conflito no Irã; dólar cai a R$ 5,16

09 mar 2026, 17:20 - atualizado em 09 mar 2026, 18:01
Mercado Mercados Ibovespa Morning Wall Street Agenda
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

No primeiro pregão da semana, o Ibovespa (IBOV) seguiu Wall Street e fechou em alta, após as falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliviarem as tensões sobre o conflito no Oriente Médio.

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Nesta segunda-feira (9), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,86%, aos 180.915,36 pontos. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1641, com queda de 1,52%

As atenções continuaram concentradas no exterior. Por aqui, os investidores acompanharam o Relatório Focus, com os economistas voltando a elevar as projeções para a Selic terminal em 2026, de 12% para 12,13%.

O movimento reflete as incertezas do mercado se o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a magnitude de cortes prevista anteriormente com o avanço do conflito no Oriente Médio. As estimativas para 2027, 2028 e 2029 seguiram em 10,50%, 10% e 9,50%, respectivamente.

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De manhã, também saiu a pesquisa eleitoral Realtime/Bigdata sobre o cenário para a disputa eleitoral deste ano, indicando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na liderança das intenções de voto, com 38%, contra 34% do presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Altas e quedas do Ibovespa

As blue chips viraram e passaram a operar em alta após as falas do presidente dos EUA, já para o fim da tarde, indicarem um fim próximo para o conflito no Irã.

A ponta positiva foi liderada pela Azzas 2154 (AZZA3), com alta de 5,38%, a R$ 25,86.

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada pela MRV&Co (MRVE3) com recuo de 7,74%, a R$ 8,58. O movimento vem na esteira da reação negativa ao balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), divulgado. Entre analistas, a leitura é de que os números vieram mistos.

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Segundo o Safra, os números evidenciaram duas realidades distintas na companhia: por um lado, a trajetória de recuperação nas operações principais foi mantida, com maior participação das vendas recentes na receita e uma margem bruta ajustada de 34,6%, alta de 30 pontos-base frente ao trimestre anterior.

Por outro, a Resia, subsidiária do grupo que atua nos Estados Unidos (EUA), seguiu impactando negativamente o balanço consolidado, com prejuízo líquido de US$ 24,7 milhões no 4T25, desempenho pior do que o esperado pela casa.

Exterior 

Os índices de Wall Street também voltaram ao terreno positivo após sinalizações de que o conflito no Irã pode estar próximo do fim.

No fim da tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trouxe alívio ao mercado ao afirmar à CBS News que acredita que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”, e que os EUA estão “muito à frente” do prazo inicial estimado de quatro a cinco semanas.

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O petróleo superou os US$ 100 e na máxima se aproximou dos US$ 120. Ao longo do dia, porém, a commodity perdeu força e o Brent para maio fechou com alta de 6,8%, a US$ 98,96 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Após as falas de Trump, os contratos futuros do petróleo começaram a operar em queda. Por volta das 17h (horário de Brasília) os futuros do Brent operavam com queda de 3%, a US$ 90,20 o barril, no pregão eletrônico.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,50%, aos 47.740,80 pontos;
  • S&P 500: +0,83%, aos 6.795,99 pontos; 
  • Nasdaq: +1,38%, aos 22.695,94 pontos.

Na Europa, os principais índices encerraram em queda, com os desdobramentos no Oriente Médio e a alta nos preços do petróleo. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 0,63%, aos 594,92 pontos.

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Na Ásia, os índices fecharam negativos, diante da disparada do petróleo com o conflito no Oriente Médio. O índice Nikkei, do Japão, derreteu 5,20%, aos 52.728,72 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,35%, aos 25.408,46 pontos. 

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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