Destaques da Bolsa

Eneva (ENEV3) lidera os ganhos do Ibovespa e Minerva (BEEF3) é ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

21 mar 2026, 9:50 - atualizado em 20 mar 2026, 18:28
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(Imagem: Getty Images/ Canva Pro)

O Ibovespa (IBOV) teve mais uma semana negativa, marcada por decisões de política monetária e incertezas sobre a duração e impactos do conflito no Oriente Médio.

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O principal índice da bolsa brasileira acumulou desvalorização de 0,81% na semana e encerrou a última sessão aos 176.219,40 mil pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 5,3092 e teve queda de 0,13% ante o real no acumulado na semana.

O cenário externo continou a concentrar as atenções, com tentativas dos Estados Unidos em conseguir aliados para reabrir o Estreito de Ormuz – controlado pelo Irã. No final da tarde da sexta-feira (20), o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que “está no processo de resolver a situação no Irã”, mas sem mencionar uma perspectiva de cessar-fogo.

Com a escalada dos conflitos, os preços do petróleo Brent dispararam 8,77% nesta semana, a quinta alta semanal consecutiva.

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A disparada recente dos preços do petróleo acendeu um sinal de alerta nos Bancos Centrais. O Banco Central da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), por exemplo, ressaltou que o conflito no Oriente Médio pode causar aumento na inflação no curto prazo – o que seria um novo choque na economia global.  

No cenário doméstico, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, formalizou a saída da pasta após mais de três anos de gestão para concorrer à eleição do governo do Estado de São Paulo. Dario Durigan assumiu como novo ministro da Fazenda.

Além disso, o governo publicou a medida provisória (MP) que endurece as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. As medidas foram anunciadas antes pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, na tentativa de evitar uma greve dos caminhoneiros.

Decisões de política monetária

Na última quarta-feira (18), o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) manteve os juros inalterados em 3,50% a 3,75% ao ano, pela segunda vez consecutiva e seguindo o consenso do mercado.

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Na coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Jerome Powellafirmou que a chance de elevar os juros na próxima reunião foi debatida, em meio aos temores quanto aos impactos econômicos da guerra no Irã. “O assunto surgiu hoje. A possibilidade de que nosso próximo passo possa ser um aumento foi, sim, levantada na reunião, tal como ocorreu no encontro anterior”, disse. 

Além da decisão, o Fed divulgou o sumário de projeção econômica (SEP) e o gráfico de pontos – conhecido como ‘dot plot‘ –, que são atualizados trimestralmente. De acordo com o SEP, o Fed prevê apenas um corte nos juros ao longo de 2026.

A mediana para o Fed Funds foi mantida em 3,4% neste ano, o que sugere a taxa de juros no intervalo de 3,25% a 3,50% em dezembro. Contudo, o mercado zerou as apostas de flexibilização dos juros ao longo de 2026 e passou a precificar a retomada de cortes apenas no segundo semestre de 2027.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic de 15,00% para 14,75% ao ano. Essa foi a primeira flexibilização do Banco Central desde julho, em linha com o esperado pelo mercado.

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No comunicado, os diretores do Copom afirmaram que o ambiente externo tornou-se mais incerto, em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio. Segundo o Comitê, o cenário exige cautela por parte dos países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.

Os diretores também afirmaram que o BC está dando início a um ciclo de “calibração” da política monetária, mas reforçaram o “forte aumento da incerteza” e o “distanciamento adicional” das projeções de inflação em relação à meta.

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Eneva (ENEV3) com alta de quase 25%.

As ações foram impulsionadas pelo leilão de reserva de capacidade (LRCap), evento aguardado há anos pelo setor de energia.

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Em teleconferência para comentar os resultados do leilão para a empresa, o CEO Lino Cançado destacou que o Brasil continuará precisando de mais capacidade firme para o sistema elétrico no longo prazo.

“Enquanto o leilão garantiu uma parcela importante de capacidade para o sistema, ainda falta potência para fechar a conta do sistema até o final do ano de 2035 e nos anos que se seguirão. Mais do que nunca, a Eneva está preparada para endereçar essas necessidades de forma competitiva”, disse.

Confira a seguir as altas do Ibovespa entre 16 e 20 de março: 

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
ENEV3Eneva ON24,70%
PRIO3PRIO ON17,46%
NATU3Natura ON6,35%
CPLE3Copel ON5,25%
CSNA3CSN ON4,72%
CMIG4Cemig PN4,44%
HYPE3Hypera ON3,36%
HAPV3Hapvida ON3,34%
SBSP3Sabesp ON2,78%
VIVA3Vivara ON2,36%

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Já a ponta negativa foi encabeçada por Minerva Foods (BEEF3), em reação aos números do quarto trimestre de 2025 (4T25).

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A companhia registrou um lucro líquido de R$ 85 milhões no 4T25, revertendo o prejuízo de R$ 1,567 bilhão no mesmo trimestre de 2024. No acumulado de 2025, o lucro totalizou R$ 848,3 milhões, o maior patamar registrado pela companhia.

Na avaliação da XP Investimentos, a Minerva entregou resultados abaixo do esperado, o que deve levar a revisões negativas nas estimativas de lucro.

O principal destaque negativo foi a fraqueza no Brasil, com volumes de carne bovina recuando 8% na comparação trimestral e ficando abaixo das projeções da casa, refletindo um ambiente de consumo doméstico mais pressionado.

Veja as maiores quedas na semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
BEEF3Minerva ON-15,74%
MGLU3Magazine Luiza ON-10,71%
BRKM5Braskem PN-10,13%
VAMO3Vamos ON-9,63%
MRVE3MRV ON-6,77%
CYRE4Cyrela PN-6,63%
ENGI11Energisa units-6,54%
SUZB3Suzano ON-6,03%
CSAN3Cosan ON-5,90%
CYRE3Cury ON-5,76%

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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