Destaques da Bolsa

MBRF (MBRF3) lidera os ganhos do Ibovespa e Braskem (BRKM5) é ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

28 mar 2026, 10:02 - atualizado em 28 mar 2026, 11:17
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(Imagem: Getty Images/ Canva Pro)

O Ibovespa (IBOV) interrompeu a sequência de semanas negativas e acumulou forte valorização, apesar da aversão a risco no exterior diante de incertezas sobre o conflito no Oriente Médio.

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O principal índice da bolsa brasileira acumulou valorização de 3,03% na semana e encerrou a última sessão aos 181.556,76 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 5,2417 e teve queda de 1,27% ante o real no acumulado na semana.

No cenário doméstico, as perspectivas para a inflação concentraram as atenções. A prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), avançou 0,44% em março, puxada por Alimentação e Bebidas e Despesas Pessoais. A estimativa era de alta de 0,29% neste mês, de acordo com a mediana das projeções do Broadcast.

Em 12 meses, o IPCA-15 subiu 3,90% – dentro do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou para baixo.

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Segundo economistas consultados pelo Money Times, as surpresas altistas da leitura partiram de itens considerados mais voláteis, como alimentos e passagens aéreas.

Além disso, o Banco Central revisou para cima suas projeções de inflação no chamado horizonte relevante — o período em que o Comitê de Política Monetária (Copom) avalia os efeitos de sua política sobre a economia.

Segundo o Relatório de Política Monetária (RPM), a expectativa para o terceiro trimestre de 2027 subiu 0,1 ponto percentual, para 3,3%.

Conflito no Irã

O cenário externo continuou a concentrar as atenções, com tentativas dos Estados Unidos em fechar um acordo com o Irã para cessar a guerra e, assim, reabrir o Estreito de Ormuz.

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Na última quinta-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que estava interrompendo os ataques às usinas de energia do Irã por 10 dias, até 6 de abril, a pedido do governo iraniano, e afirmou que as negociações com Teerã estão indo “muito bem”.

Já no dia seguinte, mediadores iranianos afirmaram ao Wall Street Journal que o país não solicitou um pausa de 10 dias nos ataques às suas usinas de energia, como Trump relatou, e que Teerã não apresentou uma resposta final a um plano de 15 pontos do governo norte-americano para encerrar a guerra.

Além disso, o grupo extremista Houthis do Iêmen afirmou, em declaração, que pode intervir no Oriente Médio se qual país se juntar aos EUA e Israel, ou se o Mar Vermelho foi usado para atacar o Irã. As informações foram divulgadas pela agência de notícias iraniana Tasnim.

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por MBRF (MBRF3), beneficiada por fluxo comprador.

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Com a forte valorização, as ações do frigorífico zeraram as perdas do ano e passaram a acumular valorização de 9,26%.

O destaque da semana, porém, foi Petrobras (PETR3;PETR4). A estatal engatou cinco altas consecutivas e renovou a marca histórica de R$ 673,22 bilhões em valor de mercado. Mais de R$ 50 bilhões foram acrescentados na companhia apenas nesta semana.

Por ser um dos pesos-pesados do Ibovespa, a valorização das ações da estatal impulsionaram o principal índice da bolsa brasileira para alta de mais de 3%.

Confira a seguir as altas do Ibovespa entre 23 e 27 de março:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
MBRF3MBRF ON31,51%
VAMO3Vamos ON18,18%
ASAI3Assaí ON18,07%
BRAV3Brava Energia ON15,81%
BEEF3Minerva ON11,81%
YDUQ3Yduqs ON8,76%
UGPA3Ultrapar ON8,26%
PETR4Petrobras PN8,19%
HAPV3Hapvida ON8,15%
VBBR3VIBRA energia ON7,95%

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Com a forte valorização do Ibovespa, apenas 11 ações encerraram em queda. A ponta negativa foi encabeçada por Braskem (BRKM5).

A pressão vendedora foi impulsionada pelos números do quarto trimestre (4T25). A companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 10,284 bilhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 82% em relação ao mesmo período de 2024.

O Ebitda recorrente da companhia alcançou R$ 589 milhões no trimestre, crescimento de 6% frente ao ano anterior, enquanto a receita líquida caiu 16%, somando R$ 16,101 bilhões entre outubro e dezembro.

O balanço foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG, embora os auditores tenham registrado “incerteza relevante relacionada à continuidade operacional da companhia”.

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Segundo analistas, os resultados do 4T25 da Braskem apontam continuidade na tendência de queima de caixa, liquidez restrita e números impactados negativamente pelo ciclo de baixa do setor petroquímico.

Veja as quedas na semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
BRKM5Braskem PN-11,27%
AZZA3Azzas 2154-8,45%
ENEV3Eneva ON-4,32%
DIRR3Direcional ON-3,28%
MGLU3Magazine Luiza ON-3,00%
BBAS3Banco do Brasil ON-2,62%
RAIL3Rumo ON-2,42%
EQTL3Equatorial ON-2,25%
IRBR3IRB Re ON-1,32%
VIVT3Telefônica Brasil ON-0,52%
ITUB4Itaú Unibanco PN-0,24%

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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