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Ibovespa em alta: Como aproveitar o rali sem depender do resultado das eleições

19 out 2026, 10:39 - atualizado em 19 out 2026, 10:43
dinheiro inflação fiscal déficit superávit
(Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

A Bolsa brasileira atravessa um período de forte valorização, impulsionada principalmente pela revisão das expectativas dos investidores após o primeiro turno das eleições presidenciais.

Embora a perspectiva de uma melhora na trajetória fiscal possa abrir espaço para novas valorizações, o movimento ainda recomenda cautela, sobretudo diante das incertezas que cercam o segundo turno.

Nesse contexto, mais importante do que tentar antecipar o desfecho eleitoral é privilegiar empresas com fundamentos sólidos, geração consistente de caixa e capacidade de preservar seus resultados em diferentes condições econômicas. Tanto é verdade que o interesse renovado pelos ativos brasileiros também se manifesta no posicionamento dos investidores institucionais.

Recentemente, por exemplo, a BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, elevou sua participação na B3 para pouco mais de 10% do capital social, movimento que reflete, ao menos parcialmente, as posições mantidas pelos diversos fundos e veículos de investimento sob sua gestão.

Diante disso, o ETF BTER11, da Investo, que proporciona exposição diversificada a 22 empresas brasileiras de setores essenciais, como bancos, energia, saneamento, seguros e telecomunicações, parece fazer sentido.

Sua metodologia segue critérios objetivos de seleção, priorizando companhias com histórico consistente de lucratividade e distribuição de dividendos, ao mesmo tempo que estabelece limites de concentração por ativo e prevê o reinvestimento automático dos proventos.

Essa estrutura permite ao investidor participar do potencial de valorização da Bolsa brasileira sem concentrar excessivamente sua exposição em uma única companhia ou depender exclusivamente de determinado resultado eleitoral. A combinação entre diversificação, disciplina de seleção e participação em negócios com geração recorrente de caixa constitui um dos principais atributos da estratégia.

Naturalmente, o fundo permanece sujeito às oscilações do mercado acionário e aos riscos específicos das empresas que compõem sua carteira. Ainda assim, o BTER11 se mostra uma alternativa para investidores que buscam exposição de longo prazo à renda variável local, com ênfase na qualidade, na consistência dos resultados e na diversificação do portfólio.

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Economista e especialista em investimentos da Empiricus
Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia pela PUC. Pós-graduado no Programa Avançado em Finanças do Insper, trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimentos da América Latina, além de ter feito parte de uma boutique voltada para fusões e aquisições, na área de modelagem financeira e pesquisa. Hoje faz parte no time de analistas da Empiricus. É analista CNPI e especialista em investimentos CEA.
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Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia pela PUC. Pós-graduado no Programa Avançado em Finanças do Insper, trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimentos da América Latina, além de ter feito parte de uma boutique voltada para fusões e aquisições, na área de modelagem financeira e pesquisa. Hoje faz parte no time de analistas da Empiricus. É analista CNPI e especialista em investimentos CEA.
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