Ibovespa futuro sobe no último pregão antes do primeiro turno das eleições; dólar opera em alta
O Ibovespa futuro (INDFUT) começa o último pregão antes do primeiro turno das eleições presidenciais em alta. Por volta de 9h10 (horário de Brasília), o INDFUT subia 0,82%, aos 189.310 pontos.
Já o dólar à vista abriu a R$ 5,2320 (+0,22%), na contramão do movimento do DXY. O índice, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, operava próximo da estabilidade, aos 102.076 pontos.
“No Brasil, uma nova pesquisa aponta empate técnico entre os principais candidatos, o que deve manter em alta a volatilidade sobre o Ibovespa e o real. A produção industrial de agosto, único indicador local do dia, e o impasse do G20 em temas comerciais seguem no radar, enquanto o alívio no petróleo e nos juros norte-americanos pode favorecer os ativos domésticos no curto prazo.”, avaliam os analistas da Ágora Investimentos.
O que pode impactar o mercado hoje?
A dois dias do primeiro turno das eleições, os investidores concentram as atenções nas últimas pesquisas de intenção de votos após o debate presidencial da TV Globo ser cancelado.
No exterior, os investidores aguardam o relatório oficial de empregos não-agrícolas, o payroll, de setembro, principal referência do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). O dado deve ser divulgado às 9h30 (horário de Brasília).
Por ora, o mercado precifica apenas uma alta nos juros pelo Fed neste ano. Nesta manhã, a ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrava 78,4% de chance de o BC norte-americano manter os juros na faixa de 3,75% a 4,00% na próxima decisão, em outubro, e apontava 79,5% de probabilidade de uma alta de pelo menos 25 pontos-base em dezembro.
Em Wall Street, os índices futuros operam em alta. Por volta de 9h10 (horário de Brasília), o S&P futuro subia 0,43%, aos 7.757,25 pontos; o Dow futuro avançava 0,48%, aos 51.487,00 e o Nasdaq futuro tinha ganho de 0,57%, aos 30.935,75 pontos.
Petróleo a US$ 100
Os preços do petróleo voltam ao nível abaixo de US$ 100 por barril, após relatos de uma possível liberação de estoques adicionais de diesel e petróleo bruto para aliviar a escassez global de oferta.
Segundo a Reuters, a França propôs que os países da União Europeia liberassem 50 milhões de barris de diesel e que os membros da Agência Internacional de Energia liberassem 50 milhões de barris de petróleo bruto.
No radar também estão reportagens noticiando que s Estados Unidos estão enviando mais tropas e porta-aviões para o Oriente Médio, além da suspensão das exportações de derivados de petróleo pela China.
Nesta manhã, os preços do barril operam em queda. Confira, por volta de 9h10 (horário de Brasília):
- Brent para dezembro: -2,44%, a US$ 99,81 o barril
- WTI para novembro: -3,57%, a US$ 89,55 o barril