Ibovespa futuro salta mais de 9% e vai para os 211 mil pontos em reação ao primeiro turno das eleições
O Ibovespa futuro (INDFUT) começa o pregão após o primeiro turno das eleições em forte alta. Por volta de 9h (horário de Brasília), o INDFUT subia 9,32%, aos 211.00 pontos.
Os investidores locais digerem o resultado do primeiro turno das eleições, com o forte avanço do Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro, nas casas legislativas e nos governos dos Estados.
O segundo turno para a Presidência também foi confirmado. Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL), com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%.
Com isso, uma potencial vitória do senador consolidaria o poder conservador, que tende a aplicar políticas favoráveis ao mercado, como o tão esperado ajuste fiscal e uma possível nova reforma da previdência. Assim, o mercado monitora as alianças para o segundo turno, que acontece em 25 de outubro.
“O resultado [do primeiro turno das eleições] contrariou a maior parte das pesquisas divulgadas na reta final e criou um novo ponto de partida para o mercado”, Marco Saravelle, estrategista-chefe da Krivo Capital.
“A leitura inicial é relativamente simples: o mercado passa a atribuir uma probabilidade maior de alternância de poder e, junto com ela, uma possibilidade maior de mudança na condução fiscal a partir de 2027”, acrescentou Saravelle.
Exterior
No exterior, os mercados operam sem direção única, com os investidores atentos aos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Teasuries, que operam nas máximas históricas e as tensões no Oriente Médio.
Em Wall Street, o tom é negativo: S&P 500 cai 0,06%, aos 7.772,25 pontos; Dow futuro recua 0,06%, aos 51.447,00 pontos e o Nasdaq futuro tem baixa de 0,12%, aos 31.024,00 pontos.
Os preços do petróleo voltaram a testar o nível acima de US$ 100 por barril. O contrato mais líquido do Brent, para dezembro, subia 0,33%, a US$ 102,60 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, por volta de 9h20 (horário de Brasília).
O mercado reage ao aumento das exportações de petróleo bruto do Oriente Médio e a liberação de estoques de petróleo pelo G7, o que impulsionou a oferta e compensou as preocupações com maiores danos à infraestrutura petrolífera do Golfo, em meio à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.