Ibovespa futuro avança e rompe resistência dos 167 mil pontos; Dólar futuro fica estável
O Ibovespa futuro para fevereiro (WING26), ou mini-índice, fechou em alta de 0,71% nesta terça-feira (20), aos 167.705 pontos.
Mais cedo, a análise técnica do BTG Pactual apontou que a tendência seguia sendo de alta no curto, médio e longo prazo. De acordo com o relatório, o movimento comprador deve acelerar a partir do rompimento da resistência de 167.000 pontos.
Já o dólar futuro para fevereiro (WDOG26) fechou em leve alta de 0,08%, a 5,392. Segundo o relatório do BTG, o ativo precisava superar a região consistentemente de 5.380 para criar um cenário mais definido — que agora ganha leve tendência de alta.
Dólar futuro e exterior
O movimento do dólar futuro foi na contramão do exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em queda de 0,78%, aos 98.618 pontos.
Lá fora, as novas ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltaram a injetar cautela nos mercados em temor de uma escalada nas tensões geopolíticas. A disputa pela Groenlândia segue como o pano de fundo.
Trump ameaçou impor tarifas de 200% aos vinhos e champanhes franceses, em um aparente esforço para convencer o presidente francês Emmanuel Macron a aderir à sua iniciativa do “Conselho de Paz”, que visa resolver conflitos globais.
Além disso, o chefe da Casa Branca já havia anunciado uma nova rodada tarifária a países membros da União Europeia. No último sábado (17), Trump anunciou adicionar taxas de importação a aliados europeus que são contra a anexação da Groenlândia por parte dos EUA.
A incerteza ajuda o fluxo de saída de capital de Wall Street.
Ibovespa futuro e cenário interno
Apesar do real não ter se valorizado, o Ibovespa futuro foi beneficiado pela rotação global de dólares e encerrou a sessão em recorde.
No cenário doméstico, os investidores concentraram as atenções em novos desdobramentos do caso Master. A Polícia Federal marcou novos depoimentos na investigação sobre a instituição liquidada em novembro por suposta fraude financeira
A PF vai tomar os depoimentos de ex-diretores do Master e do Banco Regional de Brasília (BRB), para apurar suspeitas de irregularidades no negócio de venda do Master, objeto da primeira fase da Operação Compliance Zero.
Também estão previstos depoimentos de nove pessoas, como os ex-dirigentes do Master Augusto Lima e Antônio Bull e gestores do BRB que participaram do negócio.