Ibovespa futuro indica calmaria antes de feriado de 1º de maio

No último pregão de abril, o investidor deve ficar na procura por proteção e operar com cautela – especialmente na expectativa pela decisão de juros do Federal Reserve, no meio da tarde de amanhã, feriado de 1º de Maio no Brasil. O Ibovespa futuro inicia o dia em valorização de 0,24%, a 97.120 pontos.
Com o último dia do mês, vêm os ajustes nas posições dos fundos e a disputa pela taxa Ptax, que deve impactar o comportamento do câmbio na B3 (B3SA3). O feriado de amanhã também paralisa a tramitação da reforma da Previdência, diminuindo assim o fluxo de notícias que impactam o sentimento do investidor.
Tirando o mal-entendido de ontem em relação ao presidente Jair Bolsonaro e o Banco do Brasil (BBAS3), que parte da imprensa viu como um pedido do mandatário para que o banco praticasse juros menores, o tom das manchetes tem sido positivo desde que Bolsonaro decidiu se reunir, quase que diariamente, com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para acelerar o assunto reforma.
Fique de olho na definição do cronograma de trabalhos da comissão especial da Câmara para o projeto, que deve ser definido hoje.

As bolsas globais recuam, enquanto os índices futuros nos Estados Unidos oscilam, com viés de baixa, na esteira do resultado fraco do Google. O dólar americano recua e as commodities sobem, refletindo a estabilização do crescimento na China, cujos PMIs mostraram queda em abril, revertendo parte da alta vista em março.
O que preocupa os investidores globais é que a recuperação recente na China se mostre cíclica, e não estrutural. Atento a esses sinais, o mercado conheceu hoje os dados do PIB da Zona do Euro referente ao primeiro trimestre, que bateram levemente o consenso.
Hoje começa uma nova rodada de negociações entre as equipes dos Estados Unidos e da China – para encontrar uma solução final ao impasse comercial entre as duas nações que se alastra por quase 14 meses.
Fique atento aos dados de confiança e do setor imobiliário nos EUA, além da série de resultados trimestrais de grandes empresas que também são esperados para os próximos dias. Já no Brasil, teremos números de desemprego e resultados do Santander Brasil (SANB11) e da Gol (GOLL4) antes da abertura.
Lucro líquido do Santander aumenta 21,1% no trimestre, para R$ 3,41 bilhões
Gol mostra prejuízo líquido de R$ 32,3 milhões no primeiro trimestre de 2019
Destaque também para a assembleia da Vale (VALE3), onde uma nova chapa será submetida à votação para a troca de cinco dos 12 conselheiros antigos e para a entrada de um independente.

Ontem, a maior produtora de minério do planeta efetivou Eduardo Bartolomeo como seu diretor-presidente, substituindo Fabio Schvartsman – cuja cabeça rodou por conta dos desdobramentos da tragédia de Brumadinho, que deixou mais de 300 mortos em Minas Gerais.
Mercados
As bolsas ao redor do mundo começaram esta terça-feira em clima misto, com queda na Europa e na Ásia, com exceção da China, e oscilações nos futuros das bolsas americanas, seguindo dados econômicos da Zona do Euro e a expectativa com a reunião do Federal Reserve de amanhã.
Bolsa: As principais bolsas negociadas na Europa caíam em bloco pelo terceiro pregão consecutivo, apesar dos dados econômicos da região que vieram em linha com o esperado: o PIB da Zona do Euro teve variação anual de 1,20% em março, levemente acima do consenso.
Na Ásia, o índice Xangai Composto subiu 0,52% nesta madrugada, seguindo o otimismo do mercado com um possível desfecho da guerra comercial do país com os Estados Unidos – hoje começa uma nova rodada de negociações entre ambas as nações, com a visita do secretário do Tesouro Steven Mnuchin, e o representante do comércio, Robert Lightziher, a Pequim. Nos EUA, esse mesmo otimismo ajudava a manter os futuros das principais bolsas operando em leve alta.