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Ibovespa dispara mais de 2% com alívio das tensões entre Ucrânia e Rússia

Renan Dantas
09/03/2022 - 18:07
Ibovespa
Alívio das tensões da Rússia e Ucrânia provocou certo alívio entre investidores; petróleo despencou e Europa disparou mais de 7%. (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

O Ibovespa (IBOV) disparou 2,43%, a 113.900,34 pontos, maior ganho percentual diário desde 2 de dezembro e a primeira alta em uma semana. O volume financeiro da sessão foi de 36,2 bilhões de reais. com um alívio das tensões entre Rússia e Ucrânia.

O Ibovespa futurou fechou em alta de 2,04%, a 114.680 pontos.

Para o analistas Rob Correa, a esperança do fim da guerra repercutiu positivamente no ânimo da Bolsa.

“As falas do presidente da Ucrânia indicando uma possível desistência de entrar na OTAN e uma rendição à Rússia fizeram com que as ações apresentassem forte valorização nas bolsas do mundo todo”, diz.

Apesar disso, Rodrigo Moliterno, Head de renda variável da Veedha Investimentos, lembra que o mercado espera mais sansões à Rússia, o que pode provocar volatilidade.

Ele alerta para os perigos da inflação nos EUA e aqui no Brasil devido ao choque de energia.

Os principais índices dos EUA subiram entre 2% e 3,6%, enquanto na Europa o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 4,7%, a melhor sessão em dois anos, e o alemão DAX disparou 7,9%.

Correa ressalta que o posicionamento do Ministério da Economia sobre o preço da gasolina também gerou certo alívio para o mercado.

Mais cedo, o Ministro da Economia Paulo Guedes garantiu que não haverá congelamento nos valores dos combustíveis.

“A fala foi muito bem recebida pelo mercado, pois, em caso de congelamento, o custo da alta do petróleo seria bancado pela Petrobras, impactando nos lucros da empresa e, consequentemente, na participação dos investidores”, diz.

O Ibovespa surfou esse movimento, mas com a queda de commodities limitando os ganhos e certa cautela na cena doméstica, diante da indefinição sobre medidas a serem tomadas pelo governo para segurar a alta dos preços dos combustíveis.

A queda maior do que a projetada da produção industrial brasileira em janeiro corroborou sentimento de mais cautela no panorama doméstico.

Destaques do Ibovespa

PETROBRAS PN subiu 0,3% e ON fechou praticamente estável. O petróleo Brent chegou a cair 17% e encerrou em 111 dólares, após ter superado 130 dólares nos últimos dias.

Investidores também estiveram de olho em pautas locais sobre controle dos preços de combustíveis.

Para analistas do Credit Suisse, a implementação de subsídios é uma solução rápida que pode acabar sendo boa para a Petrobras, já que mitiga os riscos de intervenção direta no curto-prazo.

PETRORIO ON desvalorizou-se 6,4%, enquanto 3R PETROLEUM ON perdeu 4,4%, sob influência do petróleo e após ambas as empresas divulgarem dados operacionais de fevereiro.

ITAÚ UNIBANCO PN subiu 5% e BRADESCO PN disparou 6,4%, maior alta desde novembro de 2020. BANCO DO BRASIL ON teve alta de 5,7%, a mais intensa desde fevereiro de 2021, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT saltou 8,8%, o maior desde abril de 2020. Ações do setor financeiro tiveram sessão positiva ao redor do mundo, após quedas recentes decorrentes dos impactos das sanções à Rússia.

VALE ON caiu 2,6%, após os futuros do minério de ferro cederem na China. Metais básicos registraram sessão negativa, enquanto investidores assumiam posições mais cautelosas na sequência da interrupção da negociação do níquel em Londres na véspera, por causa da disparada nos preços. BRADESPAR PN, que tem participação em Vale, cedeu 1,9%.

GOL PN cresceu 12,1%, maior alta desde novembro de 2020, e AZUL PN ganhou 8,8%, ambas estendendo recuperação da véspera. Queda no preço do petróleo ajudou ações de companhias aéreas, dado os custos com querosene de aviação (QAV).

Em Brasília, o Ministério de Infraestrutura defende que qualquer alívio no preço dos combustíveis seja extensivo ao QAV, publicou o jornal O Globo. A pauta é defendida pela associação de companhias aéreas Abear. CVC ON disparou 17%, maior avanço desde junho de 2020.

INTER UNIT saltou 15,2%, interrompendo três sessões de baixa, enquanto MÉLIUZ ON subiu 8,8%. Em bens de consumo, NATURA ON escalou 16,3% antes de divulgar resultados, os ganhos mais agudos em um dia desde março de 2020, e ASSAÍ ON apontou alta de 8,9%, maior alta da ação desde sua listagem na bolsa, após reestruturação com o GPA.

MARFRIG ON subiu 2,9%, após publicar resultado financeiro e anunciar distribuição de dividendos.

FRAS-LE ON, que não está no Ibovespa, teve alta de 4,5%, após a fabricante de autopeças confirmar que avalia uma potencial oferta de ações.

Última atualização por Renan Dantas - 09/03/2022 - 19:31

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