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Ibovespa (IBOV) recua com geopolítica e à espera de inflação nos EUA; 5 coisas para saber antes de investir hoje (13)

13 jan 2026, 10:10 - atualizado em 13 jan 2026, 10:10
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) tem mais uma sessão voltada ao exterior nesta terça-feira (13) com escalada das tensões geopolíticas, com destaque para o Irã.

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Os dados de inflação nos Estados Unidos também devem movimentar a sessão. Os números saem ainda pela manhã e a expectativa é de que o CPI mantenha-se em 2,7% na base anual. A pressão do governo Trump sobre o Fed segue no radar.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com queda de 0,54%, aos 162.262,01 pontos. 



O dólar à vista opera em alta ante o real, na esteira do desempenho da divisa no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,3810 (+0,16%).

Day Trade: 

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Radar do Mercado: 

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (13)

1 – Corrida presidencial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente na corrida pela reeleição nas eleições de outubro de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) pela plataforma de jornalismo Meio em parceria com o Instituto Ideia. Essa é a primeira pesquisa de intenção de voto registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2026.

De acordo com o levantamento, o petista lidera tanto no primeiro quanto no segundo turno, embora o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), empate tecnicamente com o petista no confronto direto, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Apesar da liderança nas intenções de voto, a pesquisa mostra que 40,8% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula. Entre os adversários, Flávio Bolsonaro é rejeitado por 30%, Michelle por 26,1% e Tarcísio por 16,2%.

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2 – Setor de serviços

O volume do setor de serviços do Brasil caiu 0,1% em novembro em relação a outubro e teve alta de 2,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

Na avaliação do economista sênior do Inter, a Pesquisa Mensal de Serviços reafirmou a tendência de desaceleração na atividade econômica, em meio às condições financeiras adversas.

Ele, porém, destacou que o nível de robustez do setor permanece, com os serviços operando cerca de 20% acima do nível pré-pandemia e apenas 0,1% abaixo do recorde da série histórica.

3 – Caso Master

Ontem (12), o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, se reuniu com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.

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Após o encontro, Rêgo afirmou que o BC considera “muito importante” que o órgão faça inspeção na autoridade monetária sobre a liquidação do Banco Master.

“A inspeção vai ser feita porque o Banco Central pediu essa inspeção, para lhe dar garantias jurídicas, segurança jurídica”, disse. “O Banco Central quer o selo de qualidade do TCU.”

“É um processo normal, eu não vejo nada de anormal em uma fiscalização que o TCU faça”, acrescentou.

Na semana passada, o ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, aceitou um recurso do BC e suspendeu a inspeção que havia determinado na autarquia para examinar documentação relacionada à liquidação do Master.

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4 – Pressão sobre o Fed

Nesta terça-feira, os chefes dos principais Bancos Centrais do mundo divulgaram uma declaração conjunta em apoio ao presidente do  Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), Jerome Powell, depois que o governo dos Estados Unidos o ameaçou com uma acusação criminal.

Os chefes do Banco Central Europeu (BCE), do Banco da Inglaterra (BoE) e de outras nove instituições, incluindo do Brasil, disseram que Powell agiu com integridade e que a independência do BC é crucial para manter os preços e os mercados financeiros estáveis.

“Estamos em total solidariedade com o Sistema do Federal Reserve e seu chair Jerome H. Powell”, disseram os banqueiros centrais em um raro comunicado conjunto.

“A independência dos bancos centrais é a pedra fundamental da estabilidade econômica, financeira e de preços no interesse dos cidadãos que atendemos”, acrescentaram.

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No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua campanha de pressão sobre o Fed ameaçando indiciar o presidente Jerome Powell por comentários feitos ao Congresso sobre o projeto de reforma de um prédio.

Powell, por sua vez, chamou a ação do governo de “pretexto” para ganhar mais influência sobre a taxa de juros, que Trump quer reduzir drasticamente.

5 – ‘Tarifaço’ a parceiros comerciais do Irã

Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que qualquer país que fizer negócios com o Irã terá uma tarifa de 25% sobre o comércio com os EUA, enquanto Washington avalia uma resposta à situação no Irã, que passa pelos maiores protestos antigoverno em anos.

“A partir de agora, qualquer país que fizer negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todo e qualquer negócio feito com os Estados Unidos da América”, disse Trump em um post no Truth Social.

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“Essa ordem é final e conclusiva”, disse Trump sem fornecer detalhes. Os principais destinos de exportação de produtos iranianos incluem a China, os Emirados Árabes Unidos e a Índia. Ainda não há documentação oficial da Casa Branca.

Trump também disse que os EUA podem se reunir com autoridades iranianas e que mantém contato com a oposição do Irã, enquanto pressiona seus líderes, inclusive ameaçando com uma ação militar.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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