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Ibovespa (IBOV) cai e fica à mercê do exterior com foco em ata do Fed; 5 coisas para saber antes de investir hoje (19)

19 nov 2025, 10:10 - atualizado em 19 nov 2025, 10:10
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) fica à mercê do exterior com a ata da última decisão do Federal Reserve (Fed) no centro das atenções.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha queda de 0,28%, aos 156.079,15 pontos. 



O dólar à vista opera em alta ante o real, e acompanha o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,3365 (+0,36%).

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (18)

1 – FGC: Banco Master

Na tarde da terça-feira (18), o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) afirmou que estima  em R$ 41 bilhões o valor das garantias a serem pagas aos credores do Banco Master após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição financeira.

De acordo com o Fundo, a estimativa é de que o Master tenha em sua base 1,6 milhão de credores com depósitos e investimentos elegíveis ao pagamento da garantia. O FGC disse ainda ter, até setembro, patrimônio de R$ 160 bilhões, dos quais R$ 122 bilhões eram recursos líquidos em caixa para o exercício de sua atividade.

2 – BRB contrata auditoria externa

Na manhã desta quarta-feira (19), o Banco de Brasília (BRB) anunciou que seu conselho de administração decidiu, em reunião na véspera, contratar uma auditoria externa especializada para apurar os fatos apontados pela operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que levaram ao afastamento do presidente do banco, Paulo Henrique Costa, por 60 dias.

“O BRB reafirma seu compromisso com as melhores práticas de governança, transparência e prestação de informações ao mercado, e que o conselho de administração seguirá acompanhando de forma contínua os desdobramentos dos fatos, mantendo seus acionistas e o mercado devidamente informados”, disse o banco estatal de Brasília.

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Ontem (18), a PF prendeu o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e várias outras pessoas na Compliance Zero, que apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. No mesmo dia, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Master.

Em setembro, o Banco Central bloqueou a aquisição planejada do Master pelo BRB, após meses avaliando se o BRB tinha capacidade suficiente para sustentar a nova estrutura de capital.

Antes mesmo da tentativa de compra do Master, o BRB vinha comprando, desde 2024, parte da carteira de crédito do Master e, segundo uma das fontes, é a investigação sobre essas operações que gerou a operação da terça.

3- Acordo UE-Mercosul

Um acordo comercial negociado entre a União Europeia e o Mercosul ainda não é aceitável para a França em sua forma atual, afirmou porta-voz do governo nesta quarta-feira (19).

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A França espera que a Comissão Europeia apresente medidas sobre cláusulas para importações agrícolas “o mais breve possível”, disse porta-voz do governo, após reunião semanal de ministros liderada pelo presidente Emmanuel Macron.

4- Ata do Fed

A política monetária segue no centro das atenções dos investidores, com o mercado mudando as expectativas e começando a precificar uma manutenção dos juros em meio a recentes declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA). A ata da última decisão do BC será divulgada hoje (19).

No documento, os investidores buscam pistas “mais claras” sobre a divisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) sobre a atual política monetária.

Na decisão não unânime de outubro, o diretor Stephen Miran — indicado pelo presidente Donald Trump — votou em um corte maior, de 0,50 ponto percentual, na taxa referencial de juros, enquanto o diretor Jeffrey Schmid optou pela manutenção dos juros — até então na faixa de 4,00% a 4,25% ao ano.

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Nesta manhã (19),  a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 51,4% de chance de o Fed manter os juros inalterados na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano. Ontem (17), a probabilidade era de 49,9%. A expectativa de corte de 0,25 ponto percentual caiu de 50,1% ontem para 48,6% hoje.

5 – À espera de Nvidia

Nas últimas semanas, o setor de tecnologia virou um pária para os investidores com o temor de uma possível bolha no setor e os resultados de Nvidia (NVDA) devem ser acompanhados de perto, para confirmar — ou não — a aversão do mercado.

A gigante de tecnologia e fabricante de semicondutores publicará os resultados do terceiro trimestre nesta quarta-feira (19) após o fechamento dos mercados.

Em outubro, o CEO da gigante de semicondutores, Jensen Huang, anunciou que a empresa tem US$ 500 bilhões em encomenda de chips, somando os valores de 2025 e 2026.

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Para o mercado, a declaração de Huang foi um sinal de que a Nvidia está confiante em mais um ano de crescimento forte — embora mais lento — para seu próximo ciclo de chips, o que implica que o boom da IA ​​ainda tem espaço para crescer. Nos últimos quatro ano, a Nvidia viu sua receita trimestral crescer quase 600%.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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