Ibovespa (IBOV) tem novo recorde aos 183 mil pontos à espera de Fed e Copom; 5 coisas para saber antes de investir hoje (28)
A ‘Super Quarta, dia de decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, chegou e o Ibovespa (IBOV) tenta engatar mais uma sessão de recordes.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 0,67%, aos 183.130,51 pontos, em novo recorde nominal histórico.
O dólar à vista opera em queda ante o real e acompanha o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,1754 (-0,60%).
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (28)
1 – ‘Super Quarta’
A primeira ‘Super Quarta’ de 2026 chegou. Nos Estados Unidos, a aposta é de que o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed) decida pela manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, há a 97,2% de o Fed manter os juros. O mercado só precifica um corte no Fed Funds no segundo semestre deste ano.
Já no Brasil, o mercado espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central também decida manter os juros inalterados em 15% ao ano.
Segundo a Opções do Copom da B3, há 81% de chance de o Copom manter a Selic nesta quarta-feira, considerando ontem (27) como a data de referência.
Em uma pesquisa com agentes do mercado, o BTG Pactual afirmou que 76% dos entrevistas esperam uma manutenção dos juros, mas 68% deles consideram que reduzir a Selic seria “justificável”.
2 – Vale supera expectativas
A Vale (VALE3) produziu 90,4 milhões de toneladas de minério de ferro no quarto trimestre de 2025, segundo relatório divulgado na noite desta terça-feira (27). O volume representa alta de 6% na comparação anual, mas queda de 4,2% frente ao terceiro trimestre, movimento já esperado pelo mercado por conta da sazonalidade do período chuvoso.
Na comparação com o mesmo período de 2024, o avanço foi sustentado pelo melhor desempenho dos sistemas Sudeste e Sul, além do ramp-up dos projetos Capanema e VGR1. Já na base trimestral, a retração reflete o menor ritmo operacional típico do fim de ano, após um terceiro trimestre mais forte.
3 – Lula vai a Washington
Ontem (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmo que deve viajar no início de março a Washington para uma reunião “olho no olho” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“E eu espero marcar com o presidente Trump, no começo de março eu vou fazer uma viagem a Washington”, disse Lula a jornalistas no Panamá, onde participará do Fórum Econômico Internacional da América Latina.
“Eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro para que a gente possa discutir as boas relações entre o Brasil e os Estados Unidos”, acrescentou.
No início da semana, os dois presidentes conversaram por cerca de 50 minutos por telefone, ocasião em que abordaram a visita de Lula aos EUA, a situação na Venezuela e o chamado Conselho da Paz proposto pelos Estados Unidos, além do combate ao crime organizado, segundo nota do governo brasileiro.
4 – DXY no menor nível em 4 anos
O DXY índice que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes – euro, iene, libra esterlina, dólar canadensa, coroa sueca e franco suíço – atingiu o menor nível desde de fevereiro de 2022, em meio a escalada das tensões geopolíticas e a especulações de intervenção cambial no Japão.
Ontem (27), a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, disse que o governo tomará as medidas apropriadas em relação ao câmbio, se necessário.
Quando questionada se alguma verificação de taxa foi realizada, Katayama disse que não comentaria sobre os movimentos da moeda, mas reiterou que o governo continuará a coordenar estreitamente com as autoridades dos Estados Unidos, conforme necessário, e responderá adequadamente.
O movimento de desvalorização do dólar já foi sentido em outras moedas. O franço suíço, por exemplo, atingiu seu valor mais alto em 11 anos ante a divisa norte-americana – cotada a US$ 0,76. Nesse primeiro mês de 2026, a moeda suíça já valorizou-se 3,5% ante o dólar.
5 – EUA-Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um apelo ao Ir para chegar a um acordo, caso contrário, o próximo ataque será “muito pior”.
Em uma publicação na rede social Truth, o presidente norte-americano disse queuma “grande armada” naval está se deslocando rapidamente ao país, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Ele ainda declarou que a frota é “maior do que a enviada à Venezuela”.
*Com informações de Reuters