Ibovespa (IBOV) caminha para o 3º dia de recordes com sinalização do Copom ; 5 coisas para saber antes de investir hoje (29)
O Ibovespa (IBOV) caminha para a terceira sessão de recordes no dia seguinte à ‘Super Quarta’. A sinalização de início de corte nos juros pelo Copom em março aumenta o apetite ao risco doméstico, com fechamento da curva de juros futuros e beneficia as ações cíclicas, principalmente.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 0,68%, aos 185.952,18 pontos, em novo recorde nominal histórico.
O dólar à vista opera em queda ante o real e acompanha o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,1844 (-0,43%).
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (29)
1 – Copom sinaliza corte nos juros
O Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira (28), no maior nível da taxa básica de juros desde meados de 2006. Essa foi a quinta manutenção consecutiva e em linha com o esperado pelo mercado. A decisão foi unânime.
No comunicado, os diretores mantiveram a avaliação de que o cenário internacional se mantém incerto, com destaque para a política econômica dos Estados Unidos e reiterou que a conjuntura atual exige “cautela” por parte dos países emergentes em um ambiente marcado por tensão geopolítica.
No cenário doméstico, o Banco Central ressaltou que o conjunto dos indicadores de atividade econômica segue apresentando, conforme esperado, trajetória de trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência.
Dessa vez, porém, o Copom sinalizou um possível corte nos juros em março. “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.”
2 – Contas públicas
O governo central, composto por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou um superávit primário de R$ 22,107 bilhões em dezembro, acumulando um saldo negativo total de R$ 61,691 bilhões em 2025, segundo dados do Tesouro Nacional divulgados na manhã desta quinta-feira (29).
O dado total, no entanto, inclui despesas extraordinárias que não serão contabilizadas na apuração da meta fiscal, como gastos com precatórios e indenizações de aposentados. Excluindo esses desembolsos, o déficit do ano cai a R$ 13,008 bilhões, ou 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Tesouro.
Desse modo, o resultado após as deduções cumpre a meta fiscal estabelecida para o ano, de déficit zero, que tem uma tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.
3 – Haddad deixa ministério
Em entrevista ao portal Metrópoles nesta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que “com certeza” deixará o governo em fevereiro, embora tenha dito que não pode dar uma data de saída sem combinar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele também evitou falar em quem seria seu sucessor, afirmando que é papel do presidente anunciar quem vai ficar no lugar dele. Nas últimas semanas, o mercado repercutiu notícias de que Haddad indicou o secretário-executivo – considerado o nº 2 da pasta –, Dario Durigan, ao cargo.
4 – Caso Master
O Banco Central abriu uma investigação interna sobre o caso do Banco Master com o objetivo de analisar todo o processo de fiscalização e liquidação da instituição financeira pela autarquia, segundo a agência de notícias Reuters.
A sindicância, conduzida sob sigilo pela corregedoria da autarquia, foi aberta a pedido do presidente do BC, Gabriel Galípolo, no fim do ano passado.
A informação foi inicialmente noticiada pelo jornal O Globo e confirmada pela Reuters.
5 – Juros nos EUA
Ontem (28), o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, como o esperado, e interrompeu o ciclo de cortes iniciado em setembro do ano passado.
Mais uma vez, a decisão não foi unânime: os diretores Stephen Miran – indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – e Christopher Waller, um dos cotados a substituir Jerome Powell, votaram pelo corte de 0,25 ponto percentual na taxa referencial.
No comunicado da decisão, o Fomc destacou que as incertezas com a economia norte-americana seguem elevadas. “O Comitê busca alcançar o máximo de emprego e inflação na taxa de 2% ao longo do prazo. A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos para ambos os lados de seu duplo mandato”, disse o comunicado.
Na coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que o Fed seguirá atento aos dois lados do mandato — emprego e inflação — e que um novo corte dependerá de sinais mais claros de enfraquecimento do mercado de trabalho ou da confirmação de que a inflação voltará a convergir para 2% de forma sustentável.
*Com informações de Reuters